segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL

Sempre fui de ficar fazendo contas, economias e previsões financeiras com tudo o que ganho. Mas não sou um afixionado por dinheiro e coisas assim. Claro que quero ter uma boa remuneração pelo que faço e poder usar o dinheiro principalmente para viajar e aprimorar meus conhecimentos, nisso incluo também viajar.
Já deixei de ganhar muito dinheiro fazendo "caridade" para amigos, favores e coisas assim. Não sei explorar as pessoas mas muitas vezes conseguem me explorar. O meu ponto fraco muitas vezes é amar aquilo que faço, tenho tesão em fazer entrevistas, em gravar coisas novas, histórias diferentes e continuar fazendo essa fabrica maluca de sonhos e realidade que é a televisão (agora também a internet, vide post anterior).
Mas voltando a falar de dinheiro, sempre poupei, investi e tentei fazer o dinheiro render mais para que eu possa aproveitar a vida e as coisas boas que ela oferece. Recentemente uso meu dinheiro para investir no meu aprimoramento profissional, um exemplo é a pós-graduação.
Muitas pessoas que vivem comigo falam que eu sou um pouco "mão de vaca", que não gosto de gastar meu dinheiro e que deveria pensar mais no agora do que no amanhã.
Não consigo pensar bem dessa forma, mas também não me acho "mão de vaca". Muitas vezes já me vi ajudando pessoas, fazendo algumas coisas loucas e comprando bobagens. Neste final de semana perdi uma aposta para meu irmão mais novo e levei ele até o shopping para comer um lanche. Quando estávamos saindo de lá passei por uma loja e resolvi entrar para ver umas roupas.
Resolvi chutar o pau da barraca e praticamente renovei meu guarda-roupas. Gastei uma grana lascada na loja, comprei de tudo, camisetas novas, calças e fui enchendo a sacola. Com certeza não é algo que faço toda hora, mas foi de certa forma prazeroso ver o dinheiro que suei pra conquistar sendo empregado em algo útil.
Só tinha uma situação que me fazia gastar dinheiro com gosto e sem pensar nas quantias. Mas o mundo dá voltas e hoje essa situação não existe mais, então os presentes de Natal deste ano já tem dono e foram comprados no último sábado.

sábado, 28 de novembro de 2009

O FUTURO DA TELEVISÃO

Falar sobre o futuro é como jogar uma isca no oceano, não sabemos o que podemos pescar e até mesmo se vamos pescar. Tudo é muito indefinido e as marés podem mudar rapidamente o rumo das águas. Somos a isca e somos levados por essa maré. O destino infelizmente não temos como falar e o máximo que podemos é especular ou tentar leva-lo para uma direção mais provável, mas isso não é garantia de que vamos para lá.
Estou falando tudo isso para refletir um pouco sobre o futuro da televisão. Vivemos em um momento de grande transformação tecnológica e de mudanças a cada minuto. As mudanças não ocorrem só na parte técnica, nós pessoas estamos mudando, estamos "evoluindo" e começando a ter novos comportamentos. Junte tudo isso e podemos afirmar que a televisão como é feita hoje vai mudar, não será do jeito que está, mas é claro que não podemos afirmar também como ela será. Existem algumas pistas apenas.
Uma dessas pistas nitidamente nos diz que televisão e internet vão convergir. De que forma? Quando? São perguntas ainda sem respostas claras. As emissoras de televisão no mundo todo estão atentas ao movimento do telespectador, que cada vez mais busca na internet o seu entretenimento e a sua informação. Por isso como não perder audiência, faturamento e prestígio?
A resposta pode estar na própria internet e na evolução tecnológica. Mas principalmente como conseguir aliar os dois meios, sem que um prejudique o outro e mais, um conseguindo complementar o outro. Esse é o desafio que os profissionais que trabalham neste meio estão começando a enfrentar.
Antes de entrar no exemplo, quero lembrar que não sou puxa-saco e não preciso ficar elogiando esse ou aquele canal. Já escrevi bem e mal sobre todos.
Vamos lá, a RedeTV é a única TV 100% digital do Brasil, fez altos investimentos na sua nova sede e está estudando e pensando nesse futuro convergente das mídias. Há alguns meses vem experimentando e apostando em um projeto chamado Web Repórter. Um primeiro passo para tentar criar conteúdo de forma ágil, precisa e que consiga integrar televisão e internet.
Em um primeiro momento, alguns profissionais, comandados pelo experiente videojornalista Paulo Castilho, estão desenvolvendo os mais diferentes conteúdos para os programas da emissora e também para o portal.
Eu faço parte desse projeto tem 5 meses. Algumas coisas me fizeram aceitar participar desse embrião que vem ganhando cada vez mais espaço e tem se mostrado uma boa iniciativa. Quando o Paulo entrou em contato comigo pela primeira vez não tive a real idéia do que se tratava o projeto. Mas quando me reuni com ele lá na RedeTV fiquei impressionado com a perspectiva, com a tecnica mas principalmente com a empolgação e crença do Paulo (libriano igual a mim) no projeto.
Quando vi a câmera que utilizaria pela primeira vez fiquei impressionado e até certa forma descrente de que um aparelho tão pequeno, simples e leve poderia ter uma qualidade de imagem em alta definição. Entrei no projeto e estou testemunhando esse crescimento bem de perto. Já realizei muitas matérias para a emissora nesses 5 meses. Na última semana fui escalado, junta a web repórter Angélica para participar do desenvolvimento de um reality gravado por nós webs (e o resultado foi muito positivo, dando boa audiência na tv e também na internet).
Claro que ainda existe muita coisa que precisa ser estudada, pensada e discutida para aprimorar ainda mais o projeto. As limitações técnicas muitas vezes impedem que algo seja feito, por outras vezes, essa mobilidade facilita e nos dá vantagem em certos trabalhos. Como tudo nessa vida tem seu prós e contras.
Nesta semana boas notícias, além da gravação do reality, apontam para um segundo passo, ainda maior para esse projeto. A emissora quer mais webs, quer mais pessoas espalhadas por esse país mostrando os fatos, contando histórias e porque não dizer construindo uma nova história. Uma nova forma de fazer televisão.
A TV como está ai deve durar um bom tempo ainda, a TV digital ainda está engatinhando por aqui, a internet precisa chegar em mais lares e ter sua velocidade melhorada, mas com o que temos hoje já é possível ousar e arriscar.
Para quem tiver interesse em participar desse projeto mande o curriculo para webreporter.vagas@gmail.com
E isso ai, não faltam boas histórias para serem contadas nesse mundão afora. Só para ilustrar, abaixo uma foto de um encontro casual de parte da nossa equipe, da esquerda para a direita: Alethea (web), Carlos pé de milho (diretor do Manhã Maior), Márcio (web), Eu (mais conhecido como Antena), Paulo Castilho (diretor do web repórter), Felipe Jardim (produtor Manhã Maior), Angélica (web) e André (web).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MANIA DE DIETA

Estou gravando para a RedeTV! um quadro que está mostrando a luta de quem quer emagrecer. A personagem da matéria é a ex-BBB Ana Carolina. Estamos mostrando todos os passos e alternativas que uma pessoa pode ter para tentar reduzir os quilos indesejados, principalmente nesta época do ano, onde as pessoas gostam de mostrar o físico nas praias e piscinas. Para ver a primeira parte da matéria clique aqui.
Gravando essa matéria, ouvindo a opinião dos especialistas fiquei pensando sobre o assunto. Muitas pessoas tema necessidade de emagrecer por uma questão de saúde, os quilos a mais podem levar uma pessoa a ter sérios problemas e ainda morrer. Outras buscam perder peso por uma questão estética, para melhorar o visual e ficar mais "bonita" diante dos olhos de uma sociedade que ainda tem certos padrões e é cruel com quem está fora dele.
Tem aqueles que também não estão "nem ai" com o peso e com a estética e aproveitam tudo o que podem. Conheci um cara que era muito gordo, precisava perder peso. Ele não queria saber de academia, de médicos e regimes, para ele a alegria e felicidade estava dentro de uma churrascaria.
Quando falamos de estética começamos a pensar em alguns exageros realizados, principalmente por mulheres, na busca do corpo perfeito. São inúmeras dietas milagrosas espalhadas por ai, sem contar os remédios "eficazes" e as "máquinas" e aparelhos que prometem a boa forma e a perda de peso quase que instantânea. Olha que não citei algo que se tornou febre e ainda tem feito a alegria de muitos médicos: as cirurgias.
Manias ou não, por prazer ou por necessidade a obesidade é um dos problemas da modernidade. As pessoas ficaram mais preguiçosas, sedentárias, tudo tem facilidade. O controle remoto da tv, os aparelhos que fazem tudo, o trabalho na frente do computador e por ai vai...
Eu senti os efeitos da modernidade na pele, ou melhor, na balança. Em 2005 pesava míseros 59 quilos, eu era muito magro mesmo, o pessoal até tirava saro e tudo mais. Fui engordando, engordando e hoje estou com 76, mas já tive picos de 82. Nunca me desesperei, mas fiquei incomodado por causa de roupas e a preocupação com a saúde.
E você, já se preocupou com a balança? Fez alguma dieta mirabolante? Comente...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

OLHOS VERDES

O apelido Antena não é só por causa do meu nome, sempre estou ligado em tudo que está a minha volta. Não importa o que eu esteja fazendo, por maior concentração que eu esteja empenhando em determinado acontecimento dificilmente alguma passa sem que eu perceba ao meu redor.
Isso me ajuda em muitas coisas, principalmente quando estou realizando uma entrevista. A entrevista é um momento muito delicado e ao mesmo tempo gostoso quando você está realizando uma reportagem ou um programa de televisão.
Prestar atenção no que o entrevistado diz é fundamental para que você consiga arrancar tudo o que precisa para um bom resultado. Ao mesmo tempo você tem que ficar atento as reações da pessoa que está sendo entrevistada, no que acontece ao redor e também na pate técnica, câmera, áudio, luz... Sempre consegui ficar ligado em tudo, perceber um sinal para estender o papo, entender o que o diretor no ponto eletrônico grita e ainda sim não perder o rumo da conversa e por ai vai.
Falei tudo isso só para ilustrar que eu sou muito atento, ou Antenado, como queiram. Mas hoje realmente me assustei... Nunca tinha desligado do mundo de uma forma tão intensa e louca (e antes que pensem, não, eu não uso drogas). Vou resumir meu dia até chegar ao ponto da distração total.
Acordei bem cedo para gravar um material em DVD que tinha que mandar pra RedeTV, depois escrevi uns relatórios e estudei o roteiro que iria gravar em um shopping. O motorista da emissora passou aqui, me pegou e fui para a locação da matéria. Gravamos até o meio da tarde e ainda pintou uma outra pauta para fazer no mesmo lugar. Correria total e o sol queimando minha careca que avança em passos largos (acho que isso também é culpa do Aquecimento Global, já que tudo é culpa dele...). Fui para RedeTV, não fiquei muito tempo por lá, o suficiente para me animar com boas notícias.
Quando olhei para o céu percebi que uma forte chuva estava a caminho, portanto correria para chegar no trem, para depois pegar o metrô e ai sim chegar na aula da pós-graduação. Foi quando cheguei na estação Barra Funda do metrô que me distraí completamente. Eu tinha que ir para Paulista, portanto pegar no sentido Jabaquara, mas fui para o Tucuruvi, sentido minha casa no centro.
O que me distraiu? Descendo a escada rolante ao meu lado estava uma das meninas mais bonitas que eu já vi. Um vestido comportado (nada de Geyse) mas revelador, um sandália que deixava os pés delicados a mostra, olhos grandes e verdes, um cabelo encaracolado cor de mel, lábios carnudos... linda pra valer.
O besta aqui ficou babando, sei lá se é a carência ou simplesmente por ser um admirador da beleza feminina fui desligando do mundo. Neste momento perdi o controle das minhas ações, e como se estivesse hipnotizado, fui sendo conduzido por ela até embarcar no metrô errado.
Quando cheguei na estação que seria a da minha casa percebi que estava indo no sentido contrario, desci correndo e quase não me "despedi" da moça que me desconcentrou. Só de tempo de um último olhar, que para minha sorte encontrou com o olhar dela e me obrigou a escrever esse texto.
Antes que pensem, não estou apaixonado, não tentei nada com a menina... Simplesmente fui fisgado pela beleza e isso deixou meu dia mais alegre, é sempre bom quando algo nos encanta...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PERSONA NON GRATA? MAHMOUD AHMADINEJAD

Crédito Foto: Sérgio Lima/ Folha Imagem
Diga com quem andas que direi quem és. Frase feita, lugar comum e tudo isso que vocês está pensando
mesmo. Eu não estava com a menor vontade de falar sobre o assunto, mesmo porque é algo que eu precisaria me aprofundar muito porque a questão é polêmica e complexa.
Então vamos ao assunto: Mahmoud Ahmadinejad. Você sabe quem é essa figura? Resumindo, se você encontrar com ele na rua pode
parecer uma pessoa comum, meio sem graça, um pouco mirrado e que parece não fazer mal a ninguém.
Na pratica ele parece ser bem diferente, presidente do Irã antiga Pérsia, um país de grande importância para a história da humanidade. O sr. Mahmoud Ahmadinejad, nome difícil de escrever e pessoa difícil de lidar, tem uma história política conturbada, assim como a história da sua recente administração do Irã.
Ahmadinejad é ultraconservador, extremamente religioso e é muito popular no país graças aos programas de desenvolvimento econômico e de valorização da cultura local. Até ai tudo bem.
É claro que tem um "mas"...
O presidente iraniano é alvo de centenas de denúncias de violações contra os curdos. Causou uma verdadeira rechaça da comunidade internacional ao duvidar das reais proporções do Holocausto contra os judeus. Tem posição firme e violenta contra Israel e o que mais amedronta o mundo todo: está a frente de uma forte e arquitetada política energética para o desenvolvimento de energia nuclear.
Todos tem direito a desenvolver novas fontes e formas de energia, mas o que se contesta é para qual uso será destinada. Apesar de Mahmoud Ahmadinejad jurar que é para fins pacíficos, todos ficam com os dois pés atrás quando se fala sobre o assunto.
Este cidadão polêmico, cheio de coisas obscuras no passado e principalmente no presente está no Brasil. Sou a favor do nosso país manter relações cordiais e políticas com todos os países, mas tem certos presidentes e políticos (não estou falando das pessoas que moram nos países e sim nos representantes, que nem sempre realmente representam as pessoas que por lá vivem) que causam certa repulsa e vontade de não ficar perto.
Sabe quando você conhece uma pessoa, sabe da má índole dela e ninguém gosta de ficar perto e fazer coisas juntas. Esse é o caso do Ahmadinejad, ele é presidente de um país importante no cenário mundial, mas é o típico sujeito que ninguém quer manter por perto, pelo menos publicamente.
Acho que o diálogo deve ser mantido, mas tapinha nas costas, reuniões e convites de visitas pra lá e pra cá não pega muito bem. Principalmente quando a filosofia do visitante incomoda muitos que vivem por aqui. Já que ele veio, que vá logo.
E você, o que acha da visita do presidente iraniano ao Brasil?

domingo, 22 de novembro de 2009

O IBOPE SUMIU

Domingo é dia de macarronada, dia de aproveitar o resto de final de semana para recarregar as baterias antes de iniciar mais uma semana. Domingo também é dia que muita gente fica na frente da tv acompanhando seus programas preferidos, sejam eles jornalisticos, de auditório, esportivos ou filmes.
É no domingo que ocorre também as mais tradicionais e disputadas guerras de audiência da televisão. A cada momento os números mostram o embate entre as emissoras para ver quem consegue conquistar o maior número de telespectadores possíveis e sair vencedor dessa batalha dominical.
Essa batalha fica mais "emocionante" porque a maioria das programas está ao vivo e baseiam suas estratégias nos números fornecidos em real time pelo Ibope. Neste domigno (22/11) a guerra estava bastante equilibrada, a Globo liderava por volta das 20h com uma vantagem confortável para o SBT que estava em segundo lugar com o Programa Silvio Santos e em terceiro vinha Gugu na Record.
Depois das 21 horas o Ibope começou a apresentar um delay para repassar os dados para as emissoras e depois das 21h30 o sistema caiu. As emissoras começavam a fazer no horário de maior disputa um vôo cego. Nada de números e de "dicas" para acomodar melhor suas atrações e tentar levar vantagem frente ao concorrente.
Nessas horas acontece de tudo, tem gente que acha legal ficar sem os números e ver a guerra sem a intervenção do Ibope, outros ficam desesperados torcendo para que o apagão termine logo e consigam saber o que o público está preferindo naquele momento e é claro que não podem faltar aqueles que desconfiem desses apagões e coloquem em dúvida a medição.
A dúvida sempre vai existir, ainda mais neste momento que a Globo vem sofrendo com a audiência do Fantástico. Vamos esperar agora a segunda-feira para ouvir o Ibope e também para ver o placar deste fim de domingo sem os números de audiência.

sábado, 21 de novembro de 2009

A KOMBI BRANCA

Estava na casa de amigos no feriado quando me deparei com um vídeo cômico. Eu já tinha ouvido falar na tal "Kombi Branca", mas não tive coragem de assistir tal coisa. Mas não teve jeito, quando vimos a risada correu solta.
Depois, parando para pensar, vi o quanto a rede é capaz de criar produtos altamente acessados e famosos sem depender da grande mídia, ou melhor, da velha mídia.
Bom, os exemplos pipocam a cada semana de sucessos da web que ganham as ruas, os comentários em bares e rodas de amigos, viram objetos de estudo e invariavelmente vão parar na tela da TV. Vira um circulo vicioso, explode na rede, fica famoso nas ruas e cai na TV para o último suspiro e momento de fama. Reparem que a TV, em muitos casos recentes, não foi o veículo responsável por tornar certas pessoas ou assuntos conhecidos. A TV tem se aproveitado do sucesso que tais fatos obtem na rede para pegar a onda de popularidade e atrair audiência nas pautas intermináveis e repetitivas sobre tais assuntos. Assim as pessoas enjoam e esquecem daquilo que foi amplamente discutido durante alguns dias até que outro vídeo ou fato apareça e faça o mesmo caminho novamente.
Só para citar casos recentes que viraram febre na rede e foram "adotados" pelas mídias tradicionais: Sthefany e seu Cross Fox, Pedro devolve meu chip e a Geyse e seu vestido curto na Uniban.
Ainda não vi esse clipe da Kombi Branca na TV, mas certamente já está na boca de muita gente e sendo muito acessado no youtube. Esse vídeo, a exemplo da Sthefany também, nos faz pensar em outra coisa. As facilidades que a tecnologia tem trazido para os cidadão comuns. Quem quisesse produzir um vídeo clipe, mesmo que muito tosco teria que gastar um bom dinheiro para gravar, editar e principalmente para divulgar. Hoje, qualquer câmera caseira tem uma boa qualidade de imagem, qualquer computador já vem com programas de edição que conseguem fazer o básico e para divulgar é só jogar no youtube que todos nós na rede seremos responsáveis por espalhar seu vídeo e torna-lo sucesso ou não, independente da qualidade do trabalho realizado.
Para quem ainda não viu: a Kombi Branca (reparem na animação da tiazinha, na kombi amassada, na estrada interditada, enfim, reparem em tudo).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DELETE

O calor está fritando meu cérebro. Tentei escrever vários textos hoje e nada. Começei a escrever sobre o feriado e não gostei, depois escrevi sobre o encontro dos web repórteres da RedeTV que aconteceu ontem mas também não ficou legal.
Apaguei tudo, uma borracha virtual fez com que dois textos quase prontos virassem poeira espacial, lixo cibernético num piscar de olhos. Imagine ficar escrevendo tudo a mão e tendo que apagar, corrigir, passar "branquinho" e se não gostar tem que amassar o papel e jogar no lixo. Logo me veio a cabeça aquela cena clássica de escritores com uma montanha de papel amassado envolta da mesa. Essa é mais uma coisa que praticamente morreu com a tecnologia. Não os escritores, é claro, esses até aumentaram, mas as montanhas de papel amassado.
Ficou tão mais fácil desistir de um texto, de um raciocínio, de uma idéia. No mundo digital basta deletar para acabar com tudo. No analógico, papel e caneta, tenho mais dó de me livrar de um texto. Fico olhando, tento remendar e salvar aquilo que já comecei. Por aqui não tenho dó, é delete e pronto, se ele ficou salvo em algum lugar só voltarei a olhar depois de um bom tempo.
É o caso do livro que estou escrevendo, tive que dar um tempo nele porque algumas coisas estavam me afastando do rumo original da história. Apaguei o que estava ruim e em breve voltarei a me dedicar a ele.
Só pra misturar os assuntos e fazer o registro morreu a lenda da dublagem brasileira Herbert Richers. Sem dúvida é uma das frases mais famosas da televisão, quem não se lembra: "Versão brasileira, Herbert Richers.
Vou parar por aqui, antes que eu não goste mais do rumo do texto e resolva deletar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESQUECERAM DO FILHO

Nas histórias do cinema tudo tem solução fácil, com ajuda do acaso e da sorte. No filme "Esqueceram de mim" uma mãe e toda família esquecem o filho em casa depois de partirem para uma viagem. Não bastasse a irresponsabilidade da primeira vez, isso ocorre várias vezes pois o filme fez sucesso e ganhou várias seqüências. Tudo é divertido e tem final feliz, mas a vida real é bem diferente, não tem nada de engraçado, na verdade é bem trágico.
Tem certas notícias que nos deixam revoltados e chocados. Já repararam que é só fazer calor para surgirem várias notícias de morte de crianças que ficam presas e esquecidas dentro dos carros dos pais?
Nesta quarta-feira aconteceu mais uma vez. Sempre que vejo me pergunto como alguém, um pai ou uma mãe que tem filhos pequenos, crianças que não andam, são completamente dependentes conseguem esquece-las dentro do carro.
No caso desta quarta a mãe disse que trocou a rotina e ao invés de levar o neném para a creche primeiro resolveu levar o outro filho para a escola e que depois se esqueceu, foi até o trabalho, entrou, ficou lá por 5 horas e só na hora do almoço, com um calor superior a 30 graus, viu que o filho tinha fritado dentro do automóvel, é revoltante.
Fiquei então pensando na loucura da correria que as pessoas estão imersas, mas mesmo assim isso não justifica tamanha falta de maternidade. Olha, não querendo criticar, mas nem o caso de uma mãe de primeira viagem, que não sabe como é ter um filho e tal...
Por outro lado, não tenho também como não imaginar o sentimento de culpa que vai permanecer na cabeça dessa mãe pelo resto da vida. Ao mesmo tempo que me revolto fico com dó, porque obviamente ela não fez por querer, mas mesmo assim foi uma falha fatal, com conseqüências trágicas.
Acho que uma notícia dessa deve servir de alerta para todos nós... Devemos tirar um pouco o pé do freio e começarmos a prestar mais atenção ao que está em nosso redor, nas coisas simples, no habitual, no óbvio e no comum.
Só para completar o dia com notícias chocantes, um pai joga o filho do terraço do prédio e depois se joga também. Esse infeliz poderia ter pulado sozinho. Pelo que li tudo foi por amor, o cara não se conformava com o fim do relacionamento... AMOR????
PS. Obviamente eu sinto pelas famílias e no caso desse texto também por essa mãe que esqueceu o filho no caro, apesar da falha, como disse antes, a pior coisa vai ser conviver com essa culpa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ESMERALDA

Eu tinha um outro texto em mente para essa noite, até vinha pensando nele quando retornava de Guarulhos, mas ao chegar em casa minha mãe me contou uma coisa que me fez voltar no tempo.
Quando era criança e até o começo da minha adolescência minha avó tinha um apartamento na cidade de Santos, mais precisamente no bairro do José Menino.
Era uma delícia quando chegava as férias, o apartamento era bem próximo da praia e a diversão era garantida. Lembro de grandes amigos que fiz por lá...
Nós ficávamos no quarto andar, apartamento 43. Corria pela escada logo quando chegava para encontrar com os amigos, contar como tinha sido o ano e para preparar as brincadeiras que seriam exaustivamente realizadas durante o período de férias.
Minha família tinha muita amizade com alguns vizinhos. Virava uma festa quando chegávamos lá, apareciam vizinhos de vários andares para saber das notícias, mostrar como os filhos tinham crescido e para matar a saudades de um bom papo a beira de uma grande janela que tinha na sala.
A vizinha do lado, do apartamento 44 nem sempre era a primeira a aparecer, ela vivia pela rua e dificilmente estava em casa. Esmeralda o nome dela. Quando ela chegava a primeira coisa que ela procurava era eu, que carinhosamente me chamava de "Tenorzinho". Iamos muito na casa dela, era só abrir a porta e andar poucos passos, mas parecia um outro mundo. Ela tinha um papagaio, não me lembro o nome, mas ele fazia um barulho infernal e cobria a cabeça com as asas quando um tia ia conosco para a praia. Ele não gostava dela porque ela falava muito, se até o papagaio ficava louco, imagine nós.
O barulho do mar, o cheiro do apartamento, a saudades dos amigos, as brincadeiras no prédio, as guerras de bexigas d'água, os bailes de carnaval e o abraço carinhoso da Esmeralda assim que me encontrava por lá, vieram instantaneamente na minha cabeça assim que minha mãe me contou que ela morreu.
Infelizmente nós perdemos contato com a maioria das pessoas de lá e a filha dela ligou aqui em casa hoje, depois de procurar por 4 anos nosso telefone (nem todo mundo está conectado), para dar a notícia. A notícia chegou tarde, mas a lembrança é eterna.

O Mural está aqui

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