sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A EFEMERIDADE DO TEMPO

O tempo é relativo. Isso nós sabemos, para cada um ele parece passar diferente, apesar dos ponteiros dos relógios andarem na mesma velocidade física. Mas em alguns momentos essa mudança do passar do tempo fica mais evidente e é jogada na nossa cara.
Fiquei alguns meses com apenas um dia da semana com ocupação total. Com isso aproveitei para adiantar projetos, estudar, ler algumas coisas atrasadas e criar este blog e cuidar dele com olhos de lince. Tudo se encaixava bem, o tempo demorava para passar e ficava fácil realizar as coisas que programava.
Hoje, com a aparição de alguns projetos (contarei em breve pra vocês aqui), essa agenda certinha e bem distribuída virou de cabeça pra baixo. O tempo sumiu. A ampuleta que parecia ter muita areia na parte de cima agora parece que foi esvaziada e me restam poucos grãos de tempo para que eu cumpra algumas tarefas.
Essa questão do tempo é muito maluca. O ano tem passado como um foguete, as notícas que discutiamos já nem são mais lembradas, o tempo é efêmero. Ele escorre pelas nossas mãos e é impossível segurá-lo.
O sentido de passado mudou. O passado tem ficado cada vez mais presente, mais rápido e mais próximo.

2 Comentários:

Alexandre Forato disse...

já passei por coisa parecida. hoje, claro, estou mais tranquilo e podendo pensar melhor antes de fazer as coisas, mas antes era tudo corrido. Porém nos habituamos a tudo...rs

Ana Beatriz Camargo disse...

Ta aí uma questão legal para discutir. Tempo, tempo, e mais tempo... É, ele anda nos fazendo falta! E da mesma forma que ele passa rápido, eu sinto que ele dura para sempre. Tudo bem, o paradoxo aqui não soou nada bem mas eu explico.

Vejo que da mesma forma que nosso dia-a-dia se agiliza, se transforma em uma bagunça que nem nós sabemos definir, aprendemos como conservar o passado de forma que ele fique intacto dentro de nós. Acredito sim que os brasileiros gostam de guardar o passado. No tempo da descartabilidade, da mutação constante, ainda sabemos preservar momentos, sentimentos, pessoas, circunstâncias... Isso é bom? Claro, isso é ótimo! Porque assim, pelo menos, teremos sempre um ponto de referência, um Norte seguro, por mais que esse Norte seja, na verdade, o Sul da nossa vida.

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