sexta-feira, 25 de setembro de 2009

EXPLOSÃO EM SANTO ANDRÉ

Tudo parecia levar para um dia tranquilo. Estava organizando minhas coisas, editando um material e com uma preguiça monstruosa. No meio da tarde tinha aula de inglês marcada e tudo caminhava na maior calmaria.
Os pescadores costuma dizer que quando o mar está muito calmo é sinal de que uma grande tormenta está por vir. Foi assim que aconteceu, em poucos instantes uma ligação fez com que a adrenalina tomasse conta e meu dia virasse do avesso.
Paulo castilho do outro lado da linha me passava as poucas informações que ele tinha sobre a explosão de uma loja de fogos de artifício. Não estava vendo televisão e por isso não tinha idéia da proporção do acidente. A única coisa que me martelava na cabeça era a frase que o Paulo usou para descrever o que estava acontecendo: " Um acidente monstruoso".
Corri para Santo André. Chegando lá não consegui acesso ao local do acidente, fui conversando com algumas pessoas e policiais no local para me interar. Cada um falava uma coisa, um morador me disse que 4 crianças tinham morrido, outro falou que um carro estava no telhado da casa. Fui montando um cenário de guerra na cabeça e então tive a real visão dos fatos.
Fui deslocado para o hospital Central do Municipio de Santo André, local para onde os feridos com gravidade eram levados. muitos colegas de profissão corriam para apurar os fatos. Cheguei e me informei rapidamente. Fui passando as informações para a base na RedeTV. Vez por outra saia um familiar e falava conosco, em outros momentos nós jornalistas nos reuniamos para trocar informações e tentar montar um quebra-cabeças de nomes, pessoas, familiares e vítimas. Confesso que todos nós estavamos perdidos com as informações desencontradas. Mas tudo foi se acertando e enfim as informações corretas chegaram ao telespectador.
Depois de um dia todo de coreria me dei conta que já havia anoitecido e não tinha colocado um grão no estômago. Esperei o motoboy da emissora pegar as imagens comigo e comi um "engasga gato" em um boteco ali próximo.
Deixo meus sentimentos para as famílias que perderam pessoas na explosão e também o alerta para o perigo do armazenamento inadequado desse tipo de material. E para nós jornalistas foi mais um dia daqueles de caos, de correria e adrenalina profissional.

1 Comentário:

Ana Castro disse...

É exatamente essaloucuraque me faz ser apaixonada pela profissão!!

Um beijo Antena

Ana

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