terça-feira, 6 de outubro de 2009

O CARTEIRO FOTÓGRAFO

Com o pescoço ainda dolorido e uma gripe rondando pra atacar fiquei lembrando de algumas histórias interessantes que conheci e viraram reportagens para os diversos locais que trabalhei. Vi um carteiro fazendo o seu trabalho e instantaneamente me lembrei de uma das matérias mais gostosas que realizei.
Tenho uma memória muito boa, lembro de nomes e locais muito bom, principalmente quando é algo que me emociona e me faz realizar um bom trabalho. Vou relembrar a história de um cidadão chamado Cilírio Brito.
Fui pautado para uma gravação em 2003 no Canal Universitário com o Cilírio. Um homem simples que trabalhava como carteiro na Zona Norte de São Paulo. Até então tudo parecia comum e nada fugia do convencional. Mas ele não era um simples entregador de correspondências, ele andava com uma máquina fotográfica e registrava o citidiano dos moradores da Brasilândia e também alguns flagrantes da cidade.
Um trabalho que tinha uma beleza incrível. Registros da realidade sem maquiagem, feito por alguém que estava ali no meio daqueles pessoas, que sabia das dificuldades e tinha acesso permitido pela comunidade.
Encontramos Cilírio em uma agência dos Correios próxima ao local das entregas. Fizemos com ele um longo percurso entregando as cartas, falando com os moradores e conversando com esse personagem da nossa Metrôpole. Além do belo trabalho que ele realizava, ainda era uma figura muito divertida. Foi uma tarde agradável em um dia nublado de correria dos moradores. Mal notaram nossa presença, assim como mal notamos pessoas talentosas com quem cruzamos diariamente.
Escrever a reportagem foi um prazer porque fiz um texto poetico, as imagens feitas pelo Repórter Cinematográfico André Martins estavam perfeitas. Não posso deixar de citar o assistênte Aldecides Barreto, as produtoras Luciana Silva e Kátia Motizuki e o editor Emerson dos Anjos. Um trabalho de equipe que resultou em uma reportagem curta, mas muito bonita e prazerosa.
No fim da gravação o Cilírio tirou algumas fotos da nossa equipe e me mandou meses depois. Tenho essas fotos.. mas estão impressas e por isso não dá pra disponibilizar aqui (por enquanto).
Assim é a nossa vida de jornalista, cada dia uma história, uma pessoa, um fato... Nunca um dia é igual ao outro...

5 Comentários:

Priscila/ MG disse...

Oi

Adoro quando você conta suas histórias.. fico aqui imaginando.. é muito bom..
Cadê as videorreportagens? Parou de gravar?

Um beijo

Ebrael Shaddai disse...

A vida de jornalista realmente deve ser divertida e proporcionar expansão de nossa cultura. Eu, quando solteiro,sonhava em ser correspondente internacional em alguma rede de TV ou de notícias.

Interessante o Cilírio, pessoa rara nos dias de hj. Isso prova que a Arte nunca foi e nunca será algo feito para elites.

Abçs!!

Dri Viaro disse...

deve ser emocionante :)
bjss

Sissym disse...

Nossa, que trabalho gratificante e belo realmente. Eu tambem tenho uma memoria fotografica, especialmente do que me emociona. Adorei ler sua experiencia. Eu me senti naquele momento. Bjs

Kátia Motizuki disse...

Eu me lembro dessa Antena! Bons tempos..rs!
Bjs

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