terça-feira, 3 de novembro de 2009

SILÊNCIO, EU QUERO DORMIR

Não sou ranzinza e muito menos daquelas pessoas que se irritam facilmente. Aliás, sou um cara muito tranquilo, posso até estar nervoso por dentro, mas tento transparecer sempre calma e alegria aos que me cercam. Mas tem certo tipo de coisa que faz até o Dalai Lama gritar igual a Vera Verão.
Muito bem, em pleno feriado de Finados, nesta segunda-feira, vários carros da COMGÁS (Companhia de Gás de São Paulo) estacionaram na frente do prédio onde moro. Olha daqui, analisa de cá, coça a cabeça acolá e eis que começam a descaregar os equipamentos para a obra.
Pás, enxadas, britadeira, cones e muitos operários. Quando vi, logo imaginei que seria um reparo na rede, algo que até acontece com frequência e é resolvido em poucas horas. Pois muito bem, eis que começou o reparo em alguma coisa. Cava daqui, perfura de lá e mais coçadas de cabeça.
Então percebi que era algo sério e iria demorar. Anoiteceu e lá estavam eles com a britadeira trabalhando enlouquecidamente perfurando o asfalto, mais carros chegavam e inteditavam parte da rua e a cada vez que eu saia na janela percebia que a interdição ficava ainda maior.
A minha inocência fez crer que de madrugada as obras seriam encerradas e só começariam na manhã desta terça. Engano meu, da-lhe britadeira tinindo de alegria e fazendo aquele barulho infernal, ecoado ainda mais na madrugada silenciosa e quente.
Dormir pra que? O negócio é fazer barulho. Se não bastassem os carros, britadeiras e o gerador de energia barulhentos, ainda tive que aguentar os engenheiros e trabalhadores da obra conversando em tom elevado. Era "piriri" e mais conversa (piriri é o barulhinho chato do Nextel), a cada vez que tocava o aparelho de um operário eu saltava da cama achando que era o meu.
Fui vencido pelo cansaço e acabei dormindo (muito tarde) e acordei (muito cedo). Quando acordei pensei que uma outra obra estivesse sendo realizada na porta do meu prédio: mais uma estação do metrô, devido ao tamanho e profundidade do buraco aberto pelos colegas de madrugada.
Bom, imaginei que hoje poderia dormir com tranquilidade, mas adivinhem qual é a trilha sonora que estou ouvindo enquanto escrevo esse texto: tatatatatatabrrrurmrrnr tatatataata piripriri taatatatataa brurmmmrn.

4 Comentários:

eu disse...

que dilema amigo, odeio barrulho e ruidos deve ser por culpa da profissão.Amei seu blog! PAZ
Profa Isma

Tatiana MK disse...

..."piriri-piriri-piriri"?? Isso não era uma tentativa de 'refrão de 'algo' que chamaram de "música"?...rs...brincadeiras à parte...'suspiro'...ô Deus!!!...SP já é difícil e agora...sem poder dormir!!!
(obras que poderiam ser feitas à noite não vão pra frente e outras..., em lugares que vivem pessoas que trabalham e precisam dormir...essas sim! Avançam a madugada!!...ô Deus...boa sorte...

Ana Beatriz Camargo disse...

A sonoplastia foi a melhor, o.k.?

Bom, quanto aos barulhos, posso dizer que sou uma privilegiada pois aqui perto nunca há obras, festas, ou coisas barulhentas e irritantes até de madrugada. Mas, infelizmente, percebi que perto da casa nova, às vezes, há uns barulhos nada agradáveis do pessoal chagando da balada. Vamos combinar: ISSO ESTRESSA ATÉ A PESSOA MAIS CALMA!!! E como eu não sou calminha como você...

Mas enfim, é a vida. Boa sorte aí com o sono, Antena! Sorte mesmo, você vai conseguir dormir bem, I know!

Beijão.

incommunseries.com disse...

Putz!!!
Que sacanagem do pessoal heim!! Eita povinho folgado, eles acham que estão fazendo um bem maior para a população tem todo direito de infernizar a vida de todos... Boa sorte no próximo feriado que o silêncio reine na sua rua...

Abraços
[In]C

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