
Sempre gostei de tartarugas, tanto que virou apelido, brincadeira e coleção. Uma vez, em uma loja de artigos orientais, procurando mais uma tartaruga para dar de presente para minha namorada, ouvi a senhora japonesa me dizer: " as tartarugas são muito especiais, apesar da aparente lentidão, elas são muito persistentes e sempre atingem seus objetivos".
Nunca tinha pensado por esse lado e passei a gostar mais ainda. Tudo começou na faculdade, começou inclusive com um toque de maldade. Tinha mania de chamar algumas pessoas de tartaruga porque eram lerdas no pensamento. Depois, na TV, o apelido foi incorporado pelos meu colegas e ai a coisa virou febre. Tartaruga pra lá, tartaruga pra cá e o bichinho não saia das nossas conversas.
A coisa ficou ainda mais forte quando matei uma sem querer, em uma reportagem no parque Burle Marx. Era uma tartaruga terrestre e eu a "devolvi' para o lago. Lembro até hoje do olhar triste sumindo na água. Que Deus a tenha!!!
Logo tartaruga virou um apelido para pessoas queridas, pessoas legais e amigos. Agora ele é exclusivo da namorada, que também adotou as bichinhas e tem verdadeira paixão por elas. Faz tempo que queria escrever sobre as tartarugas.
Nós dois, eu e a Mari minha namorada, temos centenas delas. Tem de pelúcia de todos os tipos e tamanhos (incluindo uma gigante que observa todos na casa da Mari do alto do armário), de pedra, de imã de geladeira, de chaveiro, de cristal, de encosto de porta, de porta cds, de conchas, de porta retratos, de sabonete, de móbile, de origami, em fotos, no computador, em todos os lugares. Só não temos verdadeiras, não tenho condições de cuidar de uma, além de ter dó de aprisiona-las.
Bom, presto aqui minha homenagem a esses graciosos seres da natureza, que enfrentam uma batalha enorme para procriar, são caçadas e vendidas ilegalmente, mas como me disse aquela senhora japonesa, sempre alcançam seus objetivos.