quinta-feira, 30 de julho de 2009

NO LIMITE DA PACIÊNCIA

Enquanto escrevia este post estava assistindo o programa No Limite. O assunto que vou abordar aqui tem total relação com o programa que voltou para a grade da Rede Globo.
Não me inscrevi para o programa mas hoje cedo tive a nítida impressão que participei de uma prova do reality. Nada de praias maravilhosas, dunas, rios e lagos, acampamentos no meio do mato e bichos perigosos.
Estava em uma outra selva, na nossa selva de pedras mesmo, no centrão de São Paulo tentando resolver alguns assuntos na prefeitura. Entra em fila, pega senha, demora.. demora... demora... Ai vem o funcionário e diz que ali é só a triagem, tenho que me dirigir a outro guiché.
Em outro posto de atendimento, precisava retirar um documento, pedi a informação e o rapaz da traigem me disse: Para assuntos ligados ao que o senhor deseja o atendimento só é realizado das 7h às 9h.
Como assim? Horário específico? O que ele precisava era só digitar o meu RG e CPF no computador e me dar a informação que eu precisava. Mas não, depois das 9 da manhã os computadores travam para aquele tipo de informação?????? hahaha
Só para dificultar minha prova do No Limite da vida real, fui com uma amiga até um posto de atendimento da Secretaria das Finanças de São Paulo. Nos entregaram a seguinte senha: C0315, até ai tudo ok. Mas no local de espera havia um painél gigante e enlouquecido que gerava a cada segundo senhas que mais pareciam uma aposta do Jogo do Bicho. Aquele barulhinho chato tocava toda hora, os números mudavam constantemente e com senhas do tipo: R1367, P9805, M3502 e a sequência das senhas que começavam com a letra C e me interessavam. Foi enlouquecedor porque além desse números, o painél também indicava para qual mesa você tinha que se dirigir. Foi tenso, quando saiu nosso número quase gritamos: BINGO.
Poderiam fazer um programa No Limite urbano...

NÚMEROS MILIONÁRIOS

Eu adoro um jogo, uma aposta. Não sou viciado, longe de entrar ou passar horas dentro de um bingo (nunca entrei). Não posso dizer isso se me largarem em Las Vegas, mas como ainda não fui para lá, então está tudo certo. Aquelas luzes devem hipnotizar as pessoas que por ali circulam.
Acabei de ler uma notícia sobre a Mega-Sena e seus prêmios milionários. Desta vez o prêmio está acumulado em R$ 29 milhões, isso é muito, mas muito dinheiro mesmo. Imagine acertar os números e ver a quantia na sua conta... Não sei o que faria, aliás sei sim.
O que será que fez então o felizardo, o cara que nasceu virado para a lua, que entrou na fila da sorte centenas de vezes e ganhou o prêmio mais alto da loteria brasileira? Nada mais nada menos do que 64,9 milhões de reais. Uallllllllllllll...
Fazendo um exercício bem simplório, no meu caso daria pra gastar 1 milhão de reais por ano e ainda teria dinheiro quando completasse 90 anos (isso sem deixar o dinheiro render em lugar nenhum, apenas guardado no colchão).
Mas fiquei pensando qual seria a primeira coisa que eu faria se ganhasse uma grana dessas. Fiz várias análises, mas eu iria mesmo é viajar pra vários lugares do mundo... e aplicar a grana pra fazer render mais...
Tenho um amigo que disse que abriria uma empresa e contrataria o chefe chato dele. Daria um alto salário para o ex-patrão, com todos os benefícios, carro, casa e viagens. No dia seguinte, depois de todas essas promessas ele madaria o ex-patrão embora só pra ver a cara dele (que maldade hahaha).
E você, o que faria se uma quantia dessas caísse de um dia para o outro na sua conta bancária?

terça-feira, 28 de julho de 2009

SUCO DE LARANJA NA VEIA

Foto retirada do twitter de @samara7days
Olha, essa história da gripe suína está me deixando um tanto quanto maluco. Uma hora falam em pandemia, vírus mutante, remédios que não estão dando conta e vacinas que só chegarão no ano que vem...
Por outro chegam as mesmas autoridades e falam que a gripe tem matado muito menos do que o vírus que estamos acostumados, que a gripe comum e tratada como epidêmia na Europa e que devemos ter cuidado porque ela pode nos matar.
Não sei o que é pior: saber que a gripe suína não e esse monstro ou saber que a gripe comum é um monstro fantasiado de bichinho de pelúcia.
Estou falando isso com base na entrevista dada pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão para o Programa do Jô. Na minha humilde e ignorante posição sobre assuntos ligados a saúde e também de alguém que enfrenta uma forte gripe neste mesmo momento que digita esse texto, acho que estão escondendo e maquiando os números da gripe H1N1.
Se eu fosse me guiar pelo Ministro ontem, deveria ter me internado e até acertado os detalhes do funeral, já que eu não tenho gripe suína, mas sim a gripe comum, que é muito mais mortal segundo ele.
Eu nunca tinha escutado ou conhecido ninguém que tivesse morrido de gripe, mas depois dessa história da gripe suína já fiquei sabendo de 3 casos próximos. Muito para as estatísticas do DATAANTENA.
Mas mesmo assim o pânico não serve de nada. Só espero que divulguem a realidade e joguem limpo com a população para que não fiquemos como loucos hipocondriacos regados a vitamina C (estou vendo gente chegando no Hospital e pedindo: "Injeta Suco de Laranja na veia").
Achei ótima uma frase que foi replicada centenas de vezes no twitter: "4 mil pessoas tem gripe suína e todo mundo quer usar máscaras. 33 MILHÕES tem AIDS e ninguém quer usar camisinha."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

JOGO DE CINTURA

Hoje aconteceu uma falha no Jornal Nacional e que virou falatório em muitos lugares. Só que o que aconteceu hoje não foi um simples erro do jornalista, no caso Heraldo Pereira, foi uma falha operacional grave.
O Jornal Nacional e a grande maioria dos outros telejornais de todas as TVs tem uma coisa chamada escalada. Nada mais é do que um resumo das principais notícias que vão ser apresentadas na edição. É algo muito rápido, bem "manchetado" e dinâmico. Durante a tal escalada Heraldo Pereira errou e parou, ficou irritado com o erro e pediu desculpas (veja vídeo abaixo).
Chegaram a me dizer que ele não teve jogo de cintura. Mas nem se ele quisesse porque aquilo é gravado. A escalada é uma operação de "risco" por isso as emissoras preferem gravar e evitar erros (o que aconteceria hoje se fosse ao vivo). O problema foi da edição que trocou a fita ou não editou. Sei lá o que aconteceu lá no switcher, só sei que não entrou a escalada certa. Heraldo Pereira não tinha como consertar.
De qualquer forma, um programa ao vivo é sempre compliacado e sujeito a esses tipos de falhas. É por isso também que o "ao vivo" é tão gostoso, nos faz ter jogo de cintura.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

ENTREVISTA COM ANA PAULA PADRÃO - VIDEORREPORTAGEM

Quem está escrevendo este post não é o jornalista Antenor Thomé. O trabalho do jornalista você pode acompanhar no vídeo que segue. Quem escreve agora é a pessoa que recebeu um carinho bem grande de uma das profissionais mais competentes e reconhecidas do jornalismo brasileiro.
Ana Paula Padrão foi aberta e receptiva desde o primeiro convite para esta entrevista. Tudo aconteceu de forma rápida e objetiva. Na tarde desta quarta-feira lá estava eu na Touareg aguardando ser recebido. O coração acelerou como se estivesse realizando minha primeira gravação. A cabeça imaginava todos os tipos de situação. Entrei na sala dela e um enorme sorriso me recebeu, o nervosismo foi embora.
A entrevista rendeu muito mais do que eu esperava, imaginei fazer algo em torno de 10 minutos. Ao todo foram 30 minutos de um bate-papo inteligente e de qualidade.
Simpatia, profissionalismo, dedicação, competência são elogios pequenos diante de Ana Paula Padrão. Mais uma vez tenho que agradecer a oportunidade e carinho com que ela me recebeu. Valeu mesmo. Um forte abraço também aos profissionais da Touareg, profisisonais que eu sempre admirei.
Aproveito para estreiar um novo layout. Espero que gostem também.
A entrevista está dividida em três partes. Aproveitem!!!


PARTE 1


PARTE 2


PARTE FINAL

DÁ PRA SER PIOR?

Quando a gente acha que já viu de tudo nesse mundo aparece sempre uma surpresa. Vi um monte de vídeos terríveis, cada um deles dava uma tese de doutorado sobre a tosquice existente em cada segundo. Esse vídeo em especial vi no twitter, enviado pelo Rafinha Bastos, do CQC.
Eu nem sei como fazer uma descrição do que vocês vão assistir no vídeo que está neste post. São os Polegares da Polônia, os Gugus da Islândia, os Menudos da Eslovênia, o Broz da Eslováquia. Não sei que diabos são esses galãs nórdicos, sonho de consumo das mulheres vidradas em loirinhos. Mas tudo é de péssima qualidade.
Olha a cara deles, a dancinha, o figurino, a gravação... O que você acha pior nesse vídeo? Pelo menos eles nos fazem rir. Será que é algum tipo de "Turma do Didi" Viking.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SORTE DE HOJE

Fico pensando nessa questão de sorte. Muitas pessoas já me falaram, você é um cara de sorte, as coisas sempre acontecem com você. Realmente muitas coisas acontecem comigo, boas e ruins, na grande maioria esmagadora são boas, porque tento olhar tudo na ótica mais otimista possível.
Esta quarta-feira foi marcante na minha vida. Sorte? Não. O resultado de tudo que está acontecendo é trabalho. Trabalho duro que começou há 10 anos, quando eu entrava na faculdade de jornalismo e me imaginava realizando boas entrevistas, reportagens marcantes, conhecendo gente interessante e inteligente, e é claro, tendo reconhecimento daquilo que eu nasci para fazer.
A sorte aparece quando você se coloca presente no caminho dela. Não adianta nada ficar sentado no sofá esperando um caminhão de dinheiro capotar na sua porta. Colocar a mão na massa, lutar, errar, cair, faz parte do crescimento interno.
Nesses 10 anos já engoli muito sapo, já fiz textos fracos, já perdi sonoras, já passei muito nervoso em externas... Mas cada momento foi fundamental para meu aprendizado.
Hoje foi um dia que cheguei em casa e percebi que tudo, nesses 10 anos, valeu a pena. Obrigado Ana Paula Padrão (videorreportagem com entrevista da Ana entra no ar neste final de semana).

terça-feira, 21 de julho de 2009

FRIO NA BARRIGA

Normalmente quando vamos fazer alguma coisa nova ou que estamos esperando há algum tempo dá aquele frio na barriga. Aquela sensação estranha que nos diz muita coisa.
No teatro o ápice desse frio acontece nas estréias. Na televisão o esse nervosismo acelerado surge nas entradas ao vivo. Agora todo mundo concorda em uma coisa, por mais tempo, experiência, vivência e segurança que você tenha sempre esse friozinho vai aparecer.
Ele é um bom sinal, é sinal de que você está vivo, está aberto para o desconhecido e inesperado que vem pela frente. Já senti muito isso, algumas vezes foram marcantes. Lembro quando participei da primeira peça de teatro no colégio. Antes de entrar em cena eu quase tive um troço, minhas pernas tremiam, meu coração quase pulou pela boca, mas foi só pisar no palco que tudo sumiu e uma sensação bem agradável tomou conta.
Outra vez que me recordo foi o dia que gravei minha primeira entrevista na TV. Estava completamente perdido, nervoso e diante da atriz Lolita Rodrigues. Ela foi uma simpatia e quando começamos a gravar tudo correu bem e novamente o frio na barrida deu lugar a uma sensação de trabalho bem feito.
Hoje estou assim. Frio na barriga, torcendo para as coisas acontecerem da melhor forma possível. Engraçado quando ficamos algum tempo sem grandes coisas acontecerem, ou coisas ruins. Agora coisas boas estão acontecendo e o que vem pela frente é muito bom. Como e bom esse frio na barriga!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

UM PASSO LUNÁTICO

Oficialmente 24 homens já foram à Lua, mas apenas 12 pisaram nela. O mais famoso é o astronauta Neil A. Armstrong, que há 40 anos deu os primeiros passos no solo irregular e nos proporcionaram imagens que povoam nosso imaginário.
Eu sou completamente apaixonado por esses assuntos que envolvem o desconhecido, o misteriosos e o inesperado. Do ponto de vista científico essas missões podem nos trazer muitas respostas importantes.
Mas como nada nessa vida pode deixar de ter um certo ar de dúvida, muitos acreditam que essa primeira caminhada do homem pela Lua não aconteceu. Tudo obra de uma farsa criada pelos EUA. Confesso que alguns argumentos são bem interessantes. O que mais me deixa curioso é o fato da dificuldade existente para que há 40 anos uma trasmissão, ao vivo, direto da Lua fosse realizada, trasmitida para o mundo todo.
Até hoje nós vemos a dificuldade de algumas trasmissões televisivas. É link que cai, é sinal que não fica bom, interferências e outros fatores que sempre dificultam os trabalhos. Fico imaginando isso em 1969, direto da Lua. É só um pensamento meu.
Outra coisa que eu adoraria ver: o homem caminhando novamente por lá, hoje, com toda a evolução tecnológica. Não seria incrível? Porque não fazem isso novamente.
Continuando nessa viagem intergalática, fico pensando aqui que aqueles 24 homens não foram os únicos irem até lá. Eu mesmo já estive na Lua centenas de vezes, tem muita gente aqui na terra que vive com a cabeça lá. Esse texto mesmo que estou escrevendo é um pouco lunático. Minha nave neste momento é o notebook, o combustível é o Speedy (tenho que rezar para o combustível não dar pau, porque se ele falhar eu caio), o caminho é a internet e a Lua é aqui onde você está lendo, o blog.
Parabéns, se você está lendo este texto, por alguns minutos estará dando alguns passos na Lua, na minha Lua. (só faltou aquela musiquinha do filme "2001: uma odisséia no espaço")

domingo, 19 de julho de 2009

GAMEPLAY - VIDEORREPORTAGEM

No começo desta semana escrevi um post sobre videogames e jogos. Aproveitei que o assunto estava em pauta e fui até o Itaú Cultural registrar a exposição GamePlay.
Uma mostra interativa que leva o visitante a viajar pelo universo de diferentes tipos de jogos e plataformas.
Mais uma vez aproveito para agradescer a assessora de imprensa do Itaú Cultural, Larrissa Corrêa pela atenção dusrante minha gravação por lá.
Essa é uma boa dica para quem gosta de jogos, tecnologia e também para quem está curtindo as férias. Dá pra levar crianças, ir com toda a família e passar bons momentos de diversão.
Fique então com a reportagem:


sexta-feira, 17 de julho de 2009

MEU PARQUE DE DIVERSÃO

Começei a escrever um texto sobre um assunto e ele descambou completamente para outro. Estava pensando sobre os altos e baixos da vida, sobre aquelas coisas que acontecem com a gente e nem imaginamos. Horas ficamos felizes, outras tristes mas o motor nunca para de funcionar. Era sobre isso que pensava e estava escrevendo, enquanto fazia isso pesquisava também para meu trabalho da pós-graduação. Eis que surge uma foto linda de uma montanha-russa (essa na foto ao lado).
Não é que me deu uma vontade enorme de ir nesses parques e me distrair. Adoro esse tipo de coisa, se eu tivesse muito dinheiro certamente o Mickey Mouse me reconheceria pelo nome lá na Disney.
Como a grana não permite a gente se vira por aqui mesmo. Recentemente o Hopi Hari foi vendido. Os novos investidores prometem para o ano que vem uma nova montanha-russa, daquelas de tirar o fôlego. Tomara que venha mesmo, apenas acho a localização do parque equivocada. Sei que quiseram montar o complexo ali por vários motivos, um deles é o climático. Mas os pedágios, transporte, alimentação e o preço do ingresso deixam a visita ao Hopi Hari quase tão inviável quanto a Disney. Já fui lá várias vezes, dificilmente o parque está lotado, até enjoei de tanto descer naquela torre.
Parando para analisar essa mistura no texto (vida, parques, montanha-russa), no fundo tudo tem ligação. A nossa vida é uma grande montanha-russa, cheia de altos e baixos, uma hora está subindo, outra descendo, às vezes está rápida, outras devagar. Eu gosto mesmo é que tudo seja como um grande parque, tem lá o seu trêm fantasma, mas o clima é sempre de alegria.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A MAGIA DE HARRY POTTER

Antes de começar este texto eu aviso: não assisti a estreia do último filme, "Harry Potter e o Enigma do Principe".
Recado dado, estou escrevendo este texto para falar sobre a euforia que a história do bruxo mais famoso do cinema causa nos adolescentes e fãs por todos os cantos do mundo.
No começo eu não gostava do filme, na verdade eu era indiferente. Não me empolguei quando foi lançado o primeiro filme. Tinha vontade de ler o livro, mas também acabei não lendo. Eu ainda era um adolescente na época que a história de Potter ganhou sua primeira versão para o cinema. Não fui na estréia, não vi no cinema. Lembro que aluguei quase que um ano depois (já estudante de jornalismo) por pura curiosidade. Queria ver o que tinha esse bruxo.
Confesso que gostei do filme, com o lançamento dos outros fui assistindo, mas sempre alugava o dvd meses depois de ter saído nas locadoras. Conforme os anos foram passado fui admirando as histórias.
Acho, me desculpem o trocadilho, as histórias mágicas. Elas tem o poder de encantar os espectadores e leitores de uma forma muito forte. Também percebo que as histórias conseguem atingir e agradar todos os públicos, as crianças ficam enlouquecidas com os efeitos, com as magias; os adolescentes gostam dos romances, das bruxarias; e os adultos gostam das duas coisas e acabam sonhando e esquecendo da dura realidade do dia-a-dia. Quem não gostaria de ter uma varinha daqueles para ajudar nos problemas rotineiros?
Pela primeira vez fiquei com vontade de ir na estreia. No último filme fui ao cinema, mas depois de toda a euforia. Desta vez quase que fui contagiado com tantos comentários sobre o filme. Cinemas montaram sessões extras na madrugada, livrarias e shoppings repletos de pessoas vestidas iguais aos personagens, andando por alguns lugares quase pensei que estivesse em Hogwarts.
Só não fui ver a estreia porque não tenho paciência para gritos, filas enormes e euforia no cinema. Prefiro ver com tranquilidade.
De qualquer forma esse Harry Potter conseguiu mesmo enfeitiçar milhões de pessoas pelo mundo, até eu.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

EVOLUÇÃO DOS VIDEOGAMES

Sempre gostei muito de videogame. É bem gostoso jogar quando está estressado ou simplesmente quando não tem nada pra fazer. Hoje joguei um pouco com meu irmão, peguei um jogo de playstation que reúne alguns clássicos dos games.
Dando uma passada na lista de jogos voltei a infância. Lembrei do meu velho e bom Atari de guerra. Parecia um tanque, era pesado, todo quadradão, tinha o botão do liga e desliga e um outro que deixava a tela colorida ou preto e branco. Mas não precisava ter mais nada, ele era super divertido. Na época era moderníssimo, os jogos empolgantes. Eu tinha vários cartuchos, mas os preferidos eram Enduro, River Raid e Pitfall. Tudo era muito simples, artesanais, até bobo, mas era muito bom.
Depois do Atari ganhei um Mega Drive. Foi no Natal, estava em Santos e foi a maior festa. Fiz uma grande bobagem quando ganhei. No litoral a voltagem é 220, para ligar o videogame precisava de um transformador. Eu acordei bem cedo, desobedecendo a ordem do meu pai, e ligue o Mega. Ele explodiu na hora. Conclusão: tive que esperar mais uma semana para meu pai trocar o aparelho. Mas quando voltou foi aquela festa, todos meus amigos em casa e gastamos o controle de tanto jogar Sonic.
O Mega sempre foi minha grande paixão, adorava os jogos, o videogame e não tinha nada que me fizesse trocar. Ele nunca quebrou e me acompanhou durante toda minha adolescencia. Tenho ele até hoje, mas está guardado. Ele é aquele tipo de coisa que mantem um elo entre o homem e a criança.
Me sinto um pouco alienigena porque não era muito fã do Mario Bros. Mas fazer o que, gosto é gosto.
Passei um tempo sem jogar, até que compramos para o meu irmão um Playstation 1. Foi aquele choque, imagens mais reais, jogos mais dinâmicos. Logo depois compramos o Play 2. Incrível, lembro que joguei até zerar God of War I e II. O vício mais recente são as malditas cores do Guitar Hero.
Passando por tudo isso fico aqui pensando. Em um periodo bem curto os videogames sofreram uma transformação incrível. Hoje os jogos exigem até boa forma física. Tem aqueles tapetes de dança, os jogos do Wii e muito mais. Acho sensacional, mas como é gostoso também ver aquele homenzinho quadradinho tentando pular com dificuldade na cabeça dos três jacarés.
E você gosta de videogame? Qual seu jogo preferido? Comente

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ENTREVISTA ZEN

Hoje estava conversando com uma amiga sobre a profissão de jornalista e ela me perguntou qual tinha sido a melhor entrevista que eu fiz até hoje. A resposta veio de imediato, sem pensar: Monja Coen.
Nesses 10 anos de reportagens e entrevistas já estive com muita gente, de todos os tipos e falando sobre todos os assuntos . Gravei com a Monja no final de 2006, para um programa chamado Vozes, no Canal Universitário. Era um programa desafiador porque era apenas o entrevistado, nem minhas perguntas entravam. Tinhamos cerca de 50 minutos de arte e nesse tempo todo tinhamos que fazer um retrato da vida do convidado.
Normalmente no meu roteiro eu fazia uma seleção de 20 perguntas. Durante a entrevista para alguns entrevistados eu fazia mais, para outros menos. Na entrevista com a Monja eu fiz apenas 3 perguntas. Ela foi de uma naturalidade, de uma clareza e foi simplesmente incrível, disse coisas lindas, falou da vida antes de se tornar monja, do movimento hippie, das drogas, dos casamentos e do encontro com a paz.
Quando acabou a entrevista a sensação de todos no estúdio e no switcher era muito legal, o pessoal adorou. Ela olhou pra mim e disse: "Falei o que você queria?". Com certeza ela disse tudo e mais um pouco.
Minha amiga então perguntou se eu não achava estranho classificar como minha melhor entrevista uma em que eu fiz poucas perguntas, muito menos que o normal. Respondi que uma boa entrevista nem sempre é feita só com boas perguntas. "Ganhar" o entrevistado, fazer com que ele se sinta tranquilo e seguro é muito importante também, no caso dessa entrevista foi fundamental.
Claro que tive grandes "batalhas" também que contarei aqui em outras oportunidades. Por falar na Monja Coen já estou em contato para realizar uma entrevista com ela para nossa sessão de videorreportagens. Vai ser ótimo.

sábado, 11 de julho de 2009

MUSEU DE NUMISMÁTICA - VIDEORREPORTAGEM

A história do nosso país pode ser contada por inúmeros pontos de vista. Uma forma bem interessante de passear por todos os momentos vividos desde a chegada de Cabral é visitar o museu de numismática do Itaú Cultural.
Moedas, medalhas, ilustrações e maquetes narram esses 509 anos. Um acervo riquíssimo, com peças raras, valiosas e curiosas também. Esta é a segunda vez que visito o museu, a primeira foi há 8 anos. Estive lá gravando reportagem para o CNU, agora volto para compartilhar com vocês esse interessante lugar para visitar.
Aproveito o espaço para agradecer a assessora de imprensa do Itaú Cultural, Larissa Corrêa. Também gostaria de agradecer o monitor Edson Cruz, que deu um show de conhecimento.
Eu sou suspeito para falar, mas acho que ficou legal. Confira e comente.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

O QUE É REAL?

Lá vamos nós para mais um pouco de filosofia de botequim. Hoje estava pensando sobre a vida e então entrei em um exercício maluco de discussão com meus próprios pensamentos.
Em determinado momento estava pensando sobre a realidade. O que é real? Lembrei de uma vez que estava marcando uma entrevista com uma fonte e ela me escreveu o seguinte por e-mail: "só vou te dar essa entrevista se você for real". Como assim?
A internet fez as pessoas perderem um pouco esse limite entre a realidade e o mundo imaginário. Claro que eu era real, o meu trabalho era real, a entrevista seria concreta, física, presencial, com câmera e tudo mais. Mas o simples fato do contato ter começado por e-mail fez tudo parecer imaginário, falso, de brincadeira. Foi difícil convencer que o que eu queria era pra valer, foi difícil conseguir o telefone dessa pessoa para que eu pudesse explicar para ela que tudo o que eu queria no e-mail era pra valer. Engraçado que troquei e-mail com a pessoa por meses e nada da entrevista, mas foi com uma ligação e tudo se resolveu.
Falando em entrevistas me lembrei de um fato que até hoje me faz rir. Uma vez fui gravar uma entrevista com um nome bem conhecido da nossa televisão, figura lendária até. Obviamente não vou citar quem é aqui. Essa pessoa fez eu e minha equipe esperar por mais de 2 horas na porta do camarim. Saiu do camarim com um péssimo humor, quis mudar minha pauta, queria saber das perguntas antes... resumindo foi um saco. Foi ligar as luzes e o meu cinegrafista me dar o sinal de que estava gravando e essa personalidade mudou completamente. Abriu um sorriso largo e foi a maior simpatia durante todo o papo, parecia meu amigo de longa data.
Onde está a realidade? As pessoas criam personagens (não só os famosos), manipulam a essência para trasparecer algo. Isso não é culpa da tecnologia, da internet, do mundo virtual. Logico que todo esse avanço deu mais artifícios e ferramentas para que a realidade não seja tão real.
Por falar em realidade, vou colocar algumas histórias dos meus longos anos de reportagens... Tem muita coisa legal (ia até virar livro). Mas é para você, o que é real?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PNEU SEM AR

A evolução das coisas é algo natural. Assim vem sendo desde que o mundo é mundo. Mas muitas vezes levamos aquele susto quando nos deparamos com algo novo ou então com uma coisa transformada.
Recebi um e-mail essa semana com fotos de um novo projeto da Michelin para pneus. Fiquei impressionado com o Michelin Tweel: pneu sem ar.
É uma idéia sensacional, criativa, interessante e estranha também. O projeto consiste em ter no mesmo conjunto roda e pneu sem a necessidade de usar ar. A estrutura do novo modelo é extremamente resistente e consegue transpor obstáculos irregulares. A parte de fora é feita de borracha e ela é ligada ao eixo por tiras flexíveis, que se deformam e voltam a forma original com facilidade.
O desempenho do novo pneu nos testes foi bem interessante, o que pode indicar que, em breve, poderemos esquecer de trocar pneus por causa dos furos. O modelo deve agradar também aqueles que fazem Rali.
Fico aguardando agora o meu próximo susto com algum objeto novo ou que tenha sofrido alguma "mutação". Se souberem de alguma coisa estranha, nova e interessante mandem pra mim que divulgo aqui.






terça-feira, 7 de julho de 2009

ÚLTIMO SHOW DE MICHAEL JACKSON

Mario Anzuoni/Reuters
Certamente o funeral de Michael Jackson é o assunto mais falado no planeta hoje. Aliás, a morte do rei do pop é o assunto mais falado desde que o fato aconteceu. Não foi por falta de acontecimentos. Aqui no Brasil, por exemplo, tivemos várias notícias fortes em todos os setores, mas nada que superasse a curiosidade sobre a vida conturbada, a carreira brilhante e a morte inesperada de Jackson.
Teve "Fora Sarney", Brasil campeão na Copa das Confederações, Gugu na Record, Justus e Eliana no SBT, gripe suína com numeros preocupantes. Nada disso superou Jackson, tudo muito pequeno diante do rei.
Hoje, o mundo inteiro acompanhou pela TV e pela internet um evento incrível. Um funeral que virou show, um show que nada se pareceu com um funeral. Eu particularmente acho um pouco mórbido e tenebroso um ginásio completo, com um palco, show, música e um caixão no meio. Antes que me critiquem, acho qualquer tipo de velório algo muito estranho.
Estou aqui para falar do show. Graças a Deus não assisti a cobertura de nenhuma Tv aberta, sei que aconteceram muitos escorregões e gafes. Vi pela internet a transmissão do E!. Dessa forma pude acompanhar melhor o espetáculo realizado sem me aborrecer com narrações psicodélicas.
Fiquei impressionado. Que capacidade os norte-americanos tem para realizar eventos, seja esportivo, cultural, musical ou funeral. Tudo feito em uma semana praticamente, não perdeu em nada para uma cerimônia do Oscar ou para uma final do Superball.
Tinha coreografia, coral, banda, show de luzes, edição no telão, depoimentos roteirizados, tudo foi impecável. Nada saiu do cronograma e o horário respeitado, digno de qualquer transmissão previamente escalada para as grades das televisões. Em determinados momentos até esqueci que aquilo que estava passando era um velório de uma pessoa. Tenho minhas dúvidas se o corpo do cantor estava lá mesmo.
De qualquer forma, para os fâs e admiradores de um dos maiores nomes da música de todos os tempos, o evento não poderia ser diferente. Michael Jackson tinha que oferecer o seu último show para esse legião. Assim foi feito.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

VOCÊ SE LEMBRA?

Acabei de assistir a estréia do programa "Você se lembra?" no SBT. Esse post não é uma análise sobre o programa, que diga-se de passagem, me surpreendeu. Parabéns ao Zé Américo que conseguiu fazer ótimas piadas e animar um programa bem simples.
Pensando na idéia do programa começei a pensar em coisas remotas do passado que raramente voltam para nossa memória.
Lembrei de um amigo coreano que jogava vídeo-game aqui em casa, o Daniel. Lembrei também de outro amigo, o Mario, que era do Suriname. Como ele era magro e tinha um sotaque estranho... Ai uma memória começa a puxar outra.
A cabeça foi até Santos e me vi na rua do prédio onde tinhamos um apartamento, lá na rua estava eu, a Vanessa (uma menina que tinha óculos enormes), o Dudu (um gordinho atrapalhado) e o Matheus (um dos meus grandes amigos). Como nós aprontavamos, soltavamos bombinhas na rua, faziamos fogueira, compravamos sorvete no bar da esquina e nos divertiamos muito.
Vem na memória também as paixões de colégio, o coração que acelerava e os olhos que não se cansavam de ver aquela, que para nossa cabeça de menino, era a personificação da beleza e do amor. Lembro da Cristina, uma menina que gostava de mim... Lembro da Marielle, como gostava daquela menina, mesmo que de longe.
O tempo passa, as lembranças ficam guardadas e muitas vezes somem temporariamente. Basta um click, um sinal para que muitas coisas voltem. Bate aquela saudade da vida simples, sem internet, sem celular, sem dor de cabeça. A maior preocupação era saber se no dia seguinte ia fazer sol, mas caso não fizesse não teria problema, sempre arrumava uma forma de ser feliz.

sábado, 4 de julho de 2009

VIK MUNIZ NO MASP - VIDEORREPORTAGEM

Continuando com a série de videorreportagens que gravei no MASP, hoje disponibilizo a reportagem sobre a exposição de Vik Muniz.
Vik Muniz é um artísta plástico que utiliza de materiais nada convencionais para compor sua obra. Ele é conhecido no mundo todo e surpreende a cada novo trabalho.
Mais uma vez agradeço a assessoria de imprensa do MASP.
Fiquem então com a exposição "VIK"


quinta-feira, 2 de julho de 2009

ALGUÉM PODE ME OUVIR?

Adoro observar as pessoas, aliás observar é uma coisa que faço bem... Igual aquela piada da coruja que foi vendida no lugar do papagaio, depois de algum tempo o vendedor perguntou para o cara que comprou a coruja:
- E ae, tá falando muito o papagaio?
Então o comprador respondeu
- Falar não fala, mas presta uma atenção!!!
Falo bastante também, mas nesses momentos de reclusão franciscana tenho observado muito mais do que falado. Hoje aconteceu um história que me comoveu muito. Não é crônica nem nada, tudo se deu da forma como vou descrever agora.
Pois bem, estava no metrô e uma mulher de aproximadamente 50 anos sentou próxima de onde estava. Ela vestia uma roupa elegante, tinha um guarda-chuvas de cabo longo, uma bolsa bonita e era bem arumada, ela parecia a Rita Lee, mas sem os cabelos vermelhos. Como eu ouvia música e lia um release para a gravação que ia fazer, não prestei muita atenção no movimento.
Passou uma estação e vi que todos estavam olhando para ela e resolvi tirar os fones e ouvir o que ela dizia. Ela estava puxando assunto com todo mundo. Duas meninas sentaram ao lado dela e ela começou a se intrometer no assunto das duas. A mulher falava muito alto e as meninas ficaram com vergonha e passaram a ignora-la. Ela não se intimidou e continuou falando com as duas. Os assuntos foram vários... vitória do Corinthians, volta por cima do Ronaldo, a chuva que estava forte.
Isso foi até a estação Paraíso... As meninas levantaram pra sair e eu também. Para surpresa das duas ela levantou e perguntou para onde elas iam. A duas ignoraram e sairam apressadas do vagão. Eu também sai e ao meu lado tinha um homem de terno. Enquanto esperavamos o metrô para fazer baldiação ela se aproximou de nós e começou a falar com o cara. Ele ignorou a mulher completamente.
Foi quando ela me olhou... Vi que seria a próxima "vítima" da mulher. Ela chegou perto e não falou nada, apenas me olhou. Entrou no vagão e como eu ia descer logo na próxima estação fiquei em pé. Ela se aproximou novamente e me disse:
- Eu não sou louca, moro sozinha há 10 anos, não tenho família, já me aposentei, fico o dia todo sem fazer nada. A vida me deu tudo, menos o mais importante, alguém para conversar.
Vou dizer que isso me deu um nó na garganta... Não sabia o que dizer para ela. Mas ela, antes que eu fizesse qualquer coisa, me disse:
- Obrigado por ouvir!!!
O metrô chegou na estação Brigadeiro e eu desci, quando olhei pela janela lá estava ela sorrindo e falando alguma coisa com um senhor que estava sentado.

PELA JANELA DO TREM

Pela janela do vagão vi a cidade passar... Primeiro ele foi em um sentido, o sentido natural das coisas. Depois eu troquei de trem e tudo começou a voltar para o ponto de partida.
Na ida o sol estava a pino, a luz era intensa e as cores saltavam e ganhavam vida própria. Na volta o sol estava se pondo, mas não deixava de ter a beleza do alaranjado do céu mesclado com o azul marinho da noite que chegava.
Não sei o que prefiro, não sei qual sentido é melhor. Na verdade não tem um sentido melhor ou pior. Cada trem nos leva para uma estação diferente, com suas vanagens e desvantagens. Cada estação tem um mundo todo do lado de fora, repleto de surpresas...
Dentro do trem encontramos de tudo, gente legal que fica conosco até a última estação, gente mais legal ainda que sobe e desce a cada parada, mas deixa sua marca conosco.
Claro que tem aqueles que atrapalham, falam alto, passam com pressa e quase te derrubam. Tentam te empurar coisas que você não quer, puxam papo, te observam e lógico que tem aqueles que estão lá mas você nem nota a presença.
Pela janela fico observando o movimento surdo da cidade que parece não existir de verdade lá fora, isso porque uma trilha sonora qualquer me acompanha por todo percurso.
O trem vai... vai... vai... até que chega a hora de descer. Fim do primeiro percurso, logo mais temos que pegar um novo trem, fazer baldiação. Lá encontramos novas pessoas, um novo percurso, um novo destino...

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