segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL

Sempre fui de ficar fazendo contas, economias e previsões financeiras com tudo o que ganho. Mas não sou um afixionado por dinheiro e coisas assim. Claro que quero ter uma boa remuneração pelo que faço e poder usar o dinheiro principalmente para viajar e aprimorar meus conhecimentos, nisso incluo também viajar.
Já deixei de ganhar muito dinheiro fazendo "caridade" para amigos, favores e coisas assim. Não sei explorar as pessoas mas muitas vezes conseguem me explorar. O meu ponto fraco muitas vezes é amar aquilo que faço, tenho tesão em fazer entrevistas, em gravar coisas novas, histórias diferentes e continuar fazendo essa fabrica maluca de sonhos e realidade que é a televisão (agora também a internet, vide post anterior).
Mas voltando a falar de dinheiro, sempre poupei, investi e tentei fazer o dinheiro render mais para que eu possa aproveitar a vida e as coisas boas que ela oferece. Recentemente uso meu dinheiro para investir no meu aprimoramento profissional, um exemplo é a pós-graduação.
Muitas pessoas que vivem comigo falam que eu sou um pouco "mão de vaca", que não gosto de gastar meu dinheiro e que deveria pensar mais no agora do que no amanhã.
Não consigo pensar bem dessa forma, mas também não me acho "mão de vaca". Muitas vezes já me vi ajudando pessoas, fazendo algumas coisas loucas e comprando bobagens. Neste final de semana perdi uma aposta para meu irmão mais novo e levei ele até o shopping para comer um lanche. Quando estávamos saindo de lá passei por uma loja e resolvi entrar para ver umas roupas.
Resolvi chutar o pau da barraca e praticamente renovei meu guarda-roupas. Gastei uma grana lascada na loja, comprei de tudo, camisetas novas, calças e fui enchendo a sacola. Com certeza não é algo que faço toda hora, mas foi de certa forma prazeroso ver o dinheiro que suei pra conquistar sendo empregado em algo útil.
Só tinha uma situação que me fazia gastar dinheiro com gosto e sem pensar nas quantias. Mas o mundo dá voltas e hoje essa situação não existe mais, então os presentes de Natal deste ano já tem dono e foram comprados no último sábado.

sábado, 28 de novembro de 2009

O FUTURO DA TELEVISÃO

Falar sobre o futuro é como jogar uma isca no oceano, não sabemos o que podemos pescar e até mesmo se vamos pescar. Tudo é muito indefinido e as marés podem mudar rapidamente o rumo das águas. Somos a isca e somos levados por essa maré. O destino infelizmente não temos como falar e o máximo que podemos é especular ou tentar leva-lo para uma direção mais provável, mas isso não é garantia de que vamos para lá.
Estou falando tudo isso para refletir um pouco sobre o futuro da televisão. Vivemos em um momento de grande transformação tecnológica e de mudanças a cada minuto. As mudanças não ocorrem só na parte técnica, nós pessoas estamos mudando, estamos "evoluindo" e começando a ter novos comportamentos. Junte tudo isso e podemos afirmar que a televisão como é feita hoje vai mudar, não será do jeito que está, mas é claro que não podemos afirmar também como ela será. Existem algumas pistas apenas.
Uma dessas pistas nitidamente nos diz que televisão e internet vão convergir. De que forma? Quando? São perguntas ainda sem respostas claras. As emissoras de televisão no mundo todo estão atentas ao movimento do telespectador, que cada vez mais busca na internet o seu entretenimento e a sua informação. Por isso como não perder audiência, faturamento e prestígio?
A resposta pode estar na própria internet e na evolução tecnológica. Mas principalmente como conseguir aliar os dois meios, sem que um prejudique o outro e mais, um conseguindo complementar o outro. Esse é o desafio que os profissionais que trabalham neste meio estão começando a enfrentar.
Antes de entrar no exemplo, quero lembrar que não sou puxa-saco e não preciso ficar elogiando esse ou aquele canal. Já escrevi bem e mal sobre todos.
Vamos lá, a RedeTV é a única TV 100% digital do Brasil, fez altos investimentos na sua nova sede e está estudando e pensando nesse futuro convergente das mídias. Há alguns meses vem experimentando e apostando em um projeto chamado Web Repórter. Um primeiro passo para tentar criar conteúdo de forma ágil, precisa e que consiga integrar televisão e internet.
Em um primeiro momento, alguns profissionais, comandados pelo experiente videojornalista Paulo Castilho, estão desenvolvendo os mais diferentes conteúdos para os programas da emissora e também para o portal.
Eu faço parte desse projeto tem 5 meses. Algumas coisas me fizeram aceitar participar desse embrião que vem ganhando cada vez mais espaço e tem se mostrado uma boa iniciativa. Quando o Paulo entrou em contato comigo pela primeira vez não tive a real idéia do que se tratava o projeto. Mas quando me reuni com ele lá na RedeTV fiquei impressionado com a perspectiva, com a tecnica mas principalmente com a empolgação e crença do Paulo (libriano igual a mim) no projeto.
Quando vi a câmera que utilizaria pela primeira vez fiquei impressionado e até certa forma descrente de que um aparelho tão pequeno, simples e leve poderia ter uma qualidade de imagem em alta definição. Entrei no projeto e estou testemunhando esse crescimento bem de perto. Já realizei muitas matérias para a emissora nesses 5 meses. Na última semana fui escalado, junta a web repórter Angélica para participar do desenvolvimento de um reality gravado por nós webs (e o resultado foi muito positivo, dando boa audiência na tv e também na internet).
Claro que ainda existe muita coisa que precisa ser estudada, pensada e discutida para aprimorar ainda mais o projeto. As limitações técnicas muitas vezes impedem que algo seja feito, por outras vezes, essa mobilidade facilita e nos dá vantagem em certos trabalhos. Como tudo nessa vida tem seu prós e contras.
Nesta semana boas notícias, além da gravação do reality, apontam para um segundo passo, ainda maior para esse projeto. A emissora quer mais webs, quer mais pessoas espalhadas por esse país mostrando os fatos, contando histórias e porque não dizer construindo uma nova história. Uma nova forma de fazer televisão.
A TV como está ai deve durar um bom tempo ainda, a TV digital ainda está engatinhando por aqui, a internet precisa chegar em mais lares e ter sua velocidade melhorada, mas com o que temos hoje já é possível ousar e arriscar.
Para quem tiver interesse em participar desse projeto mande o curriculo para webreporter.vagas@gmail.com
E isso ai, não faltam boas histórias para serem contadas nesse mundão afora. Só para ilustrar, abaixo uma foto de um encontro casual de parte da nossa equipe, da esquerda para a direita: Alethea (web), Carlos pé de milho (diretor do Manhã Maior), Márcio (web), Eu (mais conhecido como Antena), Paulo Castilho (diretor do web repórter), Felipe Jardim (produtor Manhã Maior), Angélica (web) e André (web).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MANIA DE DIETA

Estou gravando para a RedeTV! um quadro que está mostrando a luta de quem quer emagrecer. A personagem da matéria é a ex-BBB Ana Carolina. Estamos mostrando todos os passos e alternativas que uma pessoa pode ter para tentar reduzir os quilos indesejados, principalmente nesta época do ano, onde as pessoas gostam de mostrar o físico nas praias e piscinas. Para ver a primeira parte da matéria clique aqui.
Gravando essa matéria, ouvindo a opinião dos especialistas fiquei pensando sobre o assunto. Muitas pessoas tema necessidade de emagrecer por uma questão de saúde, os quilos a mais podem levar uma pessoa a ter sérios problemas e ainda morrer. Outras buscam perder peso por uma questão estética, para melhorar o visual e ficar mais "bonita" diante dos olhos de uma sociedade que ainda tem certos padrões e é cruel com quem está fora dele.
Tem aqueles que também não estão "nem ai" com o peso e com a estética e aproveitam tudo o que podem. Conheci um cara que era muito gordo, precisava perder peso. Ele não queria saber de academia, de médicos e regimes, para ele a alegria e felicidade estava dentro de uma churrascaria.
Quando falamos de estética começamos a pensar em alguns exageros realizados, principalmente por mulheres, na busca do corpo perfeito. São inúmeras dietas milagrosas espalhadas por ai, sem contar os remédios "eficazes" e as "máquinas" e aparelhos que prometem a boa forma e a perda de peso quase que instantânea. Olha que não citei algo que se tornou febre e ainda tem feito a alegria de muitos médicos: as cirurgias.
Manias ou não, por prazer ou por necessidade a obesidade é um dos problemas da modernidade. As pessoas ficaram mais preguiçosas, sedentárias, tudo tem facilidade. O controle remoto da tv, os aparelhos que fazem tudo, o trabalho na frente do computador e por ai vai...
Eu senti os efeitos da modernidade na pele, ou melhor, na balança. Em 2005 pesava míseros 59 quilos, eu era muito magro mesmo, o pessoal até tirava saro e tudo mais. Fui engordando, engordando e hoje estou com 76, mas já tive picos de 82. Nunca me desesperei, mas fiquei incomodado por causa de roupas e a preocupação com a saúde.
E você, já se preocupou com a balança? Fez alguma dieta mirabolante? Comente...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

OLHOS VERDES

O apelido Antena não é só por causa do meu nome, sempre estou ligado em tudo que está a minha volta. Não importa o que eu esteja fazendo, por maior concentração que eu esteja empenhando em determinado acontecimento dificilmente alguma passa sem que eu perceba ao meu redor.
Isso me ajuda em muitas coisas, principalmente quando estou realizando uma entrevista. A entrevista é um momento muito delicado e ao mesmo tempo gostoso quando você está realizando uma reportagem ou um programa de televisão.
Prestar atenção no que o entrevistado diz é fundamental para que você consiga arrancar tudo o que precisa para um bom resultado. Ao mesmo tempo você tem que ficar atento as reações da pessoa que está sendo entrevistada, no que acontece ao redor e também na pate técnica, câmera, áudio, luz... Sempre consegui ficar ligado em tudo, perceber um sinal para estender o papo, entender o que o diretor no ponto eletrônico grita e ainda sim não perder o rumo da conversa e por ai vai.
Falei tudo isso só para ilustrar que eu sou muito atento, ou Antenado, como queiram. Mas hoje realmente me assustei... Nunca tinha desligado do mundo de uma forma tão intensa e louca (e antes que pensem, não, eu não uso drogas). Vou resumir meu dia até chegar ao ponto da distração total.
Acordei bem cedo para gravar um material em DVD que tinha que mandar pra RedeTV, depois escrevi uns relatórios e estudei o roteiro que iria gravar em um shopping. O motorista da emissora passou aqui, me pegou e fui para a locação da matéria. Gravamos até o meio da tarde e ainda pintou uma outra pauta para fazer no mesmo lugar. Correria total e o sol queimando minha careca que avança em passos largos (acho que isso também é culpa do Aquecimento Global, já que tudo é culpa dele...). Fui para RedeTV, não fiquei muito tempo por lá, o suficiente para me animar com boas notícias.
Quando olhei para o céu percebi que uma forte chuva estava a caminho, portanto correria para chegar no trem, para depois pegar o metrô e ai sim chegar na aula da pós-graduação. Foi quando cheguei na estação Barra Funda do metrô que me distraí completamente. Eu tinha que ir para Paulista, portanto pegar no sentido Jabaquara, mas fui para o Tucuruvi, sentido minha casa no centro.
O que me distraiu? Descendo a escada rolante ao meu lado estava uma das meninas mais bonitas que eu já vi. Um vestido comportado (nada de Geyse) mas revelador, um sandália que deixava os pés delicados a mostra, olhos grandes e verdes, um cabelo encaracolado cor de mel, lábios carnudos... linda pra valer.
O besta aqui ficou babando, sei lá se é a carência ou simplesmente por ser um admirador da beleza feminina fui desligando do mundo. Neste momento perdi o controle das minhas ações, e como se estivesse hipnotizado, fui sendo conduzido por ela até embarcar no metrô errado.
Quando cheguei na estação que seria a da minha casa percebi que estava indo no sentido contrario, desci correndo e quase não me "despedi" da moça que me desconcentrou. Só de tempo de um último olhar, que para minha sorte encontrou com o olhar dela e me obrigou a escrever esse texto.
Antes que pensem, não estou apaixonado, não tentei nada com a menina... Simplesmente fui fisgado pela beleza e isso deixou meu dia mais alegre, é sempre bom quando algo nos encanta...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PERSONA NON GRATA? MAHMOUD AHMADINEJAD

Crédito Foto: Sérgio Lima/ Folha Imagem
Diga com quem andas que direi quem és. Frase feita, lugar comum e tudo isso que vocês está pensando
mesmo. Eu não estava com a menor vontade de falar sobre o assunto, mesmo porque é algo que eu precisaria me aprofundar muito porque a questão é polêmica e complexa.
Então vamos ao assunto: Mahmoud Ahmadinejad. Você sabe quem é essa figura? Resumindo, se você encontrar com ele na rua pode
parecer uma pessoa comum, meio sem graça, um pouco mirrado e que parece não fazer mal a ninguém.
Na pratica ele parece ser bem diferente, presidente do Irã antiga Pérsia, um país de grande importância para a história da humanidade. O sr. Mahmoud Ahmadinejad, nome difícil de escrever e pessoa difícil de lidar, tem uma história política conturbada, assim como a história da sua recente administração do Irã.
Ahmadinejad é ultraconservador, extremamente religioso e é muito popular no país graças aos programas de desenvolvimento econômico e de valorização da cultura local. Até ai tudo bem.
É claro que tem um "mas"...
O presidente iraniano é alvo de centenas de denúncias de violações contra os curdos. Causou uma verdadeira rechaça da comunidade internacional ao duvidar das reais proporções do Holocausto contra os judeus. Tem posição firme e violenta contra Israel e o que mais amedronta o mundo todo: está a frente de uma forte e arquitetada política energética para o desenvolvimento de energia nuclear.
Todos tem direito a desenvolver novas fontes e formas de energia, mas o que se contesta é para qual uso será destinada. Apesar de Mahmoud Ahmadinejad jurar que é para fins pacíficos, todos ficam com os dois pés atrás quando se fala sobre o assunto.
Este cidadão polêmico, cheio de coisas obscuras no passado e principalmente no presente está no Brasil. Sou a favor do nosso país manter relações cordiais e políticas com todos os países, mas tem certos presidentes e políticos (não estou falando das pessoas que moram nos países e sim nos representantes, que nem sempre realmente representam as pessoas que por lá vivem) que causam certa repulsa e vontade de não ficar perto.
Sabe quando você conhece uma pessoa, sabe da má índole dela e ninguém gosta de ficar perto e fazer coisas juntas. Esse é o caso do Ahmadinejad, ele é presidente de um país importante no cenário mundial, mas é o típico sujeito que ninguém quer manter por perto, pelo menos publicamente.
Acho que o diálogo deve ser mantido, mas tapinha nas costas, reuniões e convites de visitas pra lá e pra cá não pega muito bem. Principalmente quando a filosofia do visitante incomoda muitos que vivem por aqui. Já que ele veio, que vá logo.
E você, o que acha da visita do presidente iraniano ao Brasil?

domingo, 22 de novembro de 2009

O IBOPE SUMIU

Domingo é dia de macarronada, dia de aproveitar o resto de final de semana para recarregar as baterias antes de iniciar mais uma semana. Domingo também é dia que muita gente fica na frente da tv acompanhando seus programas preferidos, sejam eles jornalisticos, de auditório, esportivos ou filmes.
É no domingo que ocorre também as mais tradicionais e disputadas guerras de audiência da televisão. A cada momento os números mostram o embate entre as emissoras para ver quem consegue conquistar o maior número de telespectadores possíveis e sair vencedor dessa batalha dominical.
Essa batalha fica mais "emocionante" porque a maioria das programas está ao vivo e baseiam suas estratégias nos números fornecidos em real time pelo Ibope. Neste domigno (22/11) a guerra estava bastante equilibrada, a Globo liderava por volta das 20h com uma vantagem confortável para o SBT que estava em segundo lugar com o Programa Silvio Santos e em terceiro vinha Gugu na Record.
Depois das 21 horas o Ibope começou a apresentar um delay para repassar os dados para as emissoras e depois das 21h30 o sistema caiu. As emissoras começavam a fazer no horário de maior disputa um vôo cego. Nada de números e de "dicas" para acomodar melhor suas atrações e tentar levar vantagem frente ao concorrente.
Nessas horas acontece de tudo, tem gente que acha legal ficar sem os números e ver a guerra sem a intervenção do Ibope, outros ficam desesperados torcendo para que o apagão termine logo e consigam saber o que o público está preferindo naquele momento e é claro que não podem faltar aqueles que desconfiem desses apagões e coloquem em dúvida a medição.
A dúvida sempre vai existir, ainda mais neste momento que a Globo vem sofrendo com a audiência do Fantástico. Vamos esperar agora a segunda-feira para ouvir o Ibope e também para ver o placar deste fim de domingo sem os números de audiência.

sábado, 21 de novembro de 2009

A KOMBI BRANCA

Estava na casa de amigos no feriado quando me deparei com um vídeo cômico. Eu já tinha ouvido falar na tal "Kombi Branca", mas não tive coragem de assistir tal coisa. Mas não teve jeito, quando vimos a risada correu solta.
Depois, parando para pensar, vi o quanto a rede é capaz de criar produtos altamente acessados e famosos sem depender da grande mídia, ou melhor, da velha mídia.
Bom, os exemplos pipocam a cada semana de sucessos da web que ganham as ruas, os comentários em bares e rodas de amigos, viram objetos de estudo e invariavelmente vão parar na tela da TV. Vira um circulo vicioso, explode na rede, fica famoso nas ruas e cai na TV para o último suspiro e momento de fama. Reparem que a TV, em muitos casos recentes, não foi o veículo responsável por tornar certas pessoas ou assuntos conhecidos. A TV tem se aproveitado do sucesso que tais fatos obtem na rede para pegar a onda de popularidade e atrair audiência nas pautas intermináveis e repetitivas sobre tais assuntos. Assim as pessoas enjoam e esquecem daquilo que foi amplamente discutido durante alguns dias até que outro vídeo ou fato apareça e faça o mesmo caminho novamente.
Só para citar casos recentes que viraram febre na rede e foram "adotados" pelas mídias tradicionais: Sthefany e seu Cross Fox, Pedro devolve meu chip e a Geyse e seu vestido curto na Uniban.
Ainda não vi esse clipe da Kombi Branca na TV, mas certamente já está na boca de muita gente e sendo muito acessado no youtube. Esse vídeo, a exemplo da Sthefany também, nos faz pensar em outra coisa. As facilidades que a tecnologia tem trazido para os cidadão comuns. Quem quisesse produzir um vídeo clipe, mesmo que muito tosco teria que gastar um bom dinheiro para gravar, editar e principalmente para divulgar. Hoje, qualquer câmera caseira tem uma boa qualidade de imagem, qualquer computador já vem com programas de edição que conseguem fazer o básico e para divulgar é só jogar no youtube que todos nós na rede seremos responsáveis por espalhar seu vídeo e torna-lo sucesso ou não, independente da qualidade do trabalho realizado.
Para quem ainda não viu: a Kombi Branca (reparem na animação da tiazinha, na kombi amassada, na estrada interditada, enfim, reparem em tudo).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DELETE

O calor está fritando meu cérebro. Tentei escrever vários textos hoje e nada. Começei a escrever sobre o feriado e não gostei, depois escrevi sobre o encontro dos web repórteres da RedeTV que aconteceu ontem mas também não ficou legal.
Apaguei tudo, uma borracha virtual fez com que dois textos quase prontos virassem poeira espacial, lixo cibernético num piscar de olhos. Imagine ficar escrevendo tudo a mão e tendo que apagar, corrigir, passar "branquinho" e se não gostar tem que amassar o papel e jogar no lixo. Logo me veio a cabeça aquela cena clássica de escritores com uma montanha de papel amassado envolta da mesa. Essa é mais uma coisa que praticamente morreu com a tecnologia. Não os escritores, é claro, esses até aumentaram, mas as montanhas de papel amassado.
Ficou tão mais fácil desistir de um texto, de um raciocínio, de uma idéia. No mundo digital basta deletar para acabar com tudo. No analógico, papel e caneta, tenho mais dó de me livrar de um texto. Fico olhando, tento remendar e salvar aquilo que já comecei. Por aqui não tenho dó, é delete e pronto, se ele ficou salvo em algum lugar só voltarei a olhar depois de um bom tempo.
É o caso do livro que estou escrevendo, tive que dar um tempo nele porque algumas coisas estavam me afastando do rumo original da história. Apaguei o que estava ruim e em breve voltarei a me dedicar a ele.
Só pra misturar os assuntos e fazer o registro morreu a lenda da dublagem brasileira Herbert Richers. Sem dúvida é uma das frases mais famosas da televisão, quem não se lembra: "Versão brasileira, Herbert Richers.
Vou parar por aqui, antes que eu não goste mais do rumo do texto e resolva deletar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESQUECERAM DO FILHO

Nas histórias do cinema tudo tem solução fácil, com ajuda do acaso e da sorte. No filme "Esqueceram de mim" uma mãe e toda família esquecem o filho em casa depois de partirem para uma viagem. Não bastasse a irresponsabilidade da primeira vez, isso ocorre várias vezes pois o filme fez sucesso e ganhou várias seqüências. Tudo é divertido e tem final feliz, mas a vida real é bem diferente, não tem nada de engraçado, na verdade é bem trágico.
Tem certas notícias que nos deixam revoltados e chocados. Já repararam que é só fazer calor para surgirem várias notícias de morte de crianças que ficam presas e esquecidas dentro dos carros dos pais?
Nesta quarta-feira aconteceu mais uma vez. Sempre que vejo me pergunto como alguém, um pai ou uma mãe que tem filhos pequenos, crianças que não andam, são completamente dependentes conseguem esquece-las dentro do carro.
No caso desta quarta a mãe disse que trocou a rotina e ao invés de levar o neném para a creche primeiro resolveu levar o outro filho para a escola e que depois se esqueceu, foi até o trabalho, entrou, ficou lá por 5 horas e só na hora do almoço, com um calor superior a 30 graus, viu que o filho tinha fritado dentro do automóvel, é revoltante.
Fiquei então pensando na loucura da correria que as pessoas estão imersas, mas mesmo assim isso não justifica tamanha falta de maternidade. Olha, não querendo criticar, mas nem o caso de uma mãe de primeira viagem, que não sabe como é ter um filho e tal...
Por outro lado, não tenho também como não imaginar o sentimento de culpa que vai permanecer na cabeça dessa mãe pelo resto da vida. Ao mesmo tempo que me revolto fico com dó, porque obviamente ela não fez por querer, mas mesmo assim foi uma falha fatal, com conseqüências trágicas.
Acho que uma notícia dessa deve servir de alerta para todos nós... Devemos tirar um pouco o pé do freio e começarmos a prestar mais atenção ao que está em nosso redor, nas coisas simples, no habitual, no óbvio e no comum.
Só para completar o dia com notícias chocantes, um pai joga o filho do terraço do prédio e depois se joga também. Esse infeliz poderia ter pulado sozinho. Pelo que li tudo foi por amor, o cara não se conformava com o fim do relacionamento... AMOR????
PS. Obviamente eu sinto pelas famílias e no caso desse texto também por essa mãe que esqueceu o filho no caro, apesar da falha, como disse antes, a pior coisa vai ser conviver com essa culpa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ESMERALDA

Eu tinha um outro texto em mente para essa noite, até vinha pensando nele quando retornava de Guarulhos, mas ao chegar em casa minha mãe me contou uma coisa que me fez voltar no tempo.
Quando era criança e até o começo da minha adolescência minha avó tinha um apartamento na cidade de Santos, mais precisamente no bairro do José Menino.
Era uma delícia quando chegava as férias, o apartamento era bem próximo da praia e a diversão era garantida. Lembro de grandes amigos que fiz por lá...
Nós ficávamos no quarto andar, apartamento 43. Corria pela escada logo quando chegava para encontrar com os amigos, contar como tinha sido o ano e para preparar as brincadeiras que seriam exaustivamente realizadas durante o período de férias.
Minha família tinha muita amizade com alguns vizinhos. Virava uma festa quando chegávamos lá, apareciam vizinhos de vários andares para saber das notícias, mostrar como os filhos tinham crescido e para matar a saudades de um bom papo a beira de uma grande janela que tinha na sala.
A vizinha do lado, do apartamento 44 nem sempre era a primeira a aparecer, ela vivia pela rua e dificilmente estava em casa. Esmeralda o nome dela. Quando ela chegava a primeira coisa que ela procurava era eu, que carinhosamente me chamava de "Tenorzinho". Iamos muito na casa dela, era só abrir a porta e andar poucos passos, mas parecia um outro mundo. Ela tinha um papagaio, não me lembro o nome, mas ele fazia um barulho infernal e cobria a cabeça com as asas quando um tia ia conosco para a praia. Ele não gostava dela porque ela falava muito, se até o papagaio ficava louco, imagine nós.
O barulho do mar, o cheiro do apartamento, a saudades dos amigos, as brincadeiras no prédio, as guerras de bexigas d'água, os bailes de carnaval e o abraço carinhoso da Esmeralda assim que me encontrava por lá, vieram instantaneamente na minha cabeça assim que minha mãe me contou que ela morreu.
Infelizmente nós perdemos contato com a maioria das pessoas de lá e a filha dela ligou aqui em casa hoje, depois de procurar por 4 anos nosso telefone (nem todo mundo está conectado), para dar a notícia. A notícia chegou tarde, mas a lembrança é eterna.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EU ESTOU ON LINE

Não foi o apagão que me fez escrever esse texto, mas quando ele aconteceu me fez pensar muito nesse tema: O quanto temos necessidade de estarmos conectados. Parece brincadeira, mas há alguns anos muitas das preocupações que temos hoje não existiam, o que veio para simplificar e ajudar acaba nos deixando ainda mais neuróticos e sem tempo.
Vamos lá, lembro que a primeira vez que me conectei na internet foi em 1998. O computador dentro de casa era algo estranho, um ser alienígena que não combinava com o ambiente. Eu estava conectado a AOL e tinha aquele comunicador igual ao MSN. Era legal, falava com muita gente do Rio de Janeiro.
Paralelamente veio o ICQ e depois migrei para o UOL. O ICQ era muito bom, aquele barulhinho chato começava a fazer parte do dia a dia e muitas vezes sentia falta dele. Mas no meu caso a internet não estava ligada a trabalho e profissão. Era muito mais um meio de distração e curiosidade. Recebia poucos e-mails, conversava com algumas pessoas e fazia pesquisas para trabalho de escola. Quando entrei na faculdade e comecei a trabalhar e a internet ainda não tinha "importância". Lembro que as salas de multimídia não eram muito utilizadas e tinha muita gente que lá era um lugar que tinha computador, televisão e videocassete, isso mesmo, videocassete.
Bom, pulando no tempo não preciso nem dizer o quanto tudo mudou, hoje é dificil imaginar o dia sem estar conectado, nosso trabalho (o de muita gente) é facilitado pela web e tenho certeza que muita gente trava se não tiver acesso.
A maneira de se relacionar com as pessoas e com as máquinas mudou. Hoje é preciso ser multimídia, é preciso conhecer programas, tecnologias, novidades para se manter informado e atualizado. Ao mesmo tempo ficamos reféns de aparelhos, de sistemas, ficamos presos na teia, na grande rede de uma aranha que não sabemos onde está.
Hoje, quando me conecto à internet tenho que abrir inúmeras páginas. E-mail pessoal, e-mail do trabalho, meu blog, twitter, orkut, facebook e msn. Isso pra dizer o básico, porque em cada um desses itens existem outros semelhantes, complementares, concorrentes... Assim vamos ficando cada vez mais amarrados. Coloque como agravante que para se conectar não é mais necessário estar em uma mesa e usando um desktop. Hoje a conecção está no trabalho, em casa, no shopping, no celular, na faculdade, está no ar, no planeta todo.
Não me lembro agora de quem é essa frase, mas ouvi na aula da pós, tanto dita pelo professor Dimas Kunsh como pelo professor Sérgio Amadeu, se alguém souber pode escrever no comentário. A frase diz muito do momento em que vivemos " A tecnologia que nos liberta é a mesma que nos aprisiona".

A FAZENDA - REALITY 24 HORAS DE PLANTÃO

Não sou preconceituoso quanto a formatos televisivos. Trabalho em televisão e sei o trabalho e a capacidade dos profissionais que estão por trás de programas de todos os tipos.
Lembro de uma pessoa que conheci, era um excelente produtor e tinha grande experiência e tinha trabalhado em formatos de grande sucesso. Na época que conheci essa pessoa, ele trabalhava gravando um programa que passava na madrugada e tinha conteúdo erótico. Lembro que ele me disse que fazia da mesma forma como se estivesse trabalhando em uma novela ou em um telejornal.
Hoje começou a "Fazenda". Não tenho nada contra esses formatos, aliás gosto muito de realitys. Tem uma hora que eles ficam massantes, chatos e arrastados e uma mudança é necessária. Acho a Fazenda um bom formato, algo de sucesso como Big Brother e Casa dos Artistas. Apenas acho que não deixaram o formato descansar o suficiente. Essa segunda edição começa muito próxima da primeira.
Até entendo a razão que levou a Record a antecipar os planos e adiantar a realização do programa ainda antes do final do ano. A guerra pela audiência está cada dia mais apertada e isso é muito bom para todos. Bom para quem trabalha e bom para quem assiste. A concorrência e a opção é sempre boa para quem sabe usar o controle remoto.
Confesso que não assisti a estreia do programa com tanta atenção, mas pelo que pude ver e pelo que ouvi de muitos companheiros de profissão, a Record conseguiu corrigir alguns erros da estreia da primeira edição, ponto para Record, repetir erros seria muito ruim. Vi também que a audiência foi muito boa. Na prévia ficou em primeiro lugar vencendo o Fantástico, Pânico e Silvio Santos.
Bom, voltando a falar sobre o formato, esse não é o que mais me agrada quando penso em reality, mas sem dúvida é o de maior repercussão, lucro e audiência. Foi assim no SBT, é assim na Globo e tem mostrado que será também na Record. Mas algo me incomodou hoje.
Assim que terminou a edição do programa na Record, foi anunciado pelo Brito Jr. que mais detalhes e cenas ao vivo do local seriam exibidos na Record News. Foi então que veio o susto: Record News?
Calma Record, certamente o reality vai turbinar a audiência do canal, mas tentar alavancar a audiência da Record News com o programa é um golpe baixo em toda filosofia de trabalho desenvolvida para este outro canal.
A record News é uma emissora jornalística, que tem no slogan "jornalismo 24 horas de plantão". Usar este espaço para mostrar cenas da fazenda gera um conflito. Por enquanto será em apenas um horário (o nobre) que será exibido o programa na Record News, mas tenho certeza que se a audiência corresponder, vários boletins, chamadas e plantões vão povoar toda a programação do canal. Espero que não, não é legal misturar as bolas. Pode ser que num primeiro momento até tenha um bom resultado de audiência, mas depois que acabar o programa vocês podem perder os temporários da fazenda e os fixos do jornalismo.

sábado, 14 de novembro de 2009

ISSO É UMA MIRAGEM

Que calor é esse? Não importa se estamos na sombra, se bebemos muito líquido, ou nos esbaldamos em sorvetes ou seus derivados, a sensação de que estamos derretendo é inevitável.
Todo mundo sofre, mas imagine ter que trabalhar, andar com aquela sol na cabeça e ainda frequenta locais pouco ventilados.
Trabalhei neste sábado, só faltava ter que usar terno (Deus não me castigou tanto assim). Saí de casa cedinho, fui para Guarulhos gravar 3 eventos que iam acontecer quase que simultaneamente. Na ida já percebi que o dia ia ser longo, cansativo e quente.. muito quente.
No ônibus eu já perdi alguns quilos, o suor escorria na testa, a mochila me incomodava só de ficar no colo. Chegando lá, alguns metros separavam o ponto de ônibus do local da gravação. Na minha cabeça, aquela distância parecia um grande deserto árido e cruel para ser atravessado.
Depois de gravar por horas, fazer um lanche rápido, tomar uma garrafa de coca-cola gelada e um sorvete antes de pegar o ônibus para voltar, continuava com a garganta seca, os olhos cansados e a sensação de estar numa estufa crecente a cada minuto.
Começei a ver coisas, uma praia linda, areia branquinha, coqueiros verdes, aquele mar de água cristalina. As ondas vinham fortes e morriam serenas no encontro com a areia, a brisa era leve e gostosa, ao meu lado uma cerveja estupidamente gelada, uma porão de camaão e uma linda mulher com um biquini provocante e sorrindo para mim.
Eu estava prestes a levantar para correr em diração a água e dar um mergulho refrescante quando uma mulher suada, feia e estabanada entrou na minha frente e encobriu minha visão do mar. "Moço, posso me sentar aqui?"
Foi então que percebi que estava dentro do ônibus novamente e percebi que por alguns instantes tive uma miragem. Normal para quem anda pelo deserto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

2012 - O FIM DO MUNDO

Bom, acho que 2012 como limite para o fim do mundo é muito. Se olharmos a nossa volta, ao ler jornais, vasculhar na internet ou simplesmente ao sair na janela podemos ver que boa parte do mundo já acabou faz tempo.
Não me refiro a catastrofes naturais, se bem que a cada dia novos acontecimentos mostram que o planeta está mostrando sua grande insatisfação com as nossas atitudes. Vale lembrar que algumas catástrofes naturais estão ocorrendo com mais frequência. Antens do Tsunami de 2004 eu não me recordava de um fato tão desatrosos e grandioso, aliás, eu nem me lembrava de ter ouvido a tal palavra Tsunami. Mais de 280 mil mortes, um número impossível de dimensionar, quase 3 Maracanãs lotados, é muita gente morta. Mas de 2004 para cá esses acontecimentos estão acontecendo com certe frequência, principalmente na Região do Oceano Índico.
Além das centenas de catástrofes naturais que estão acontecendo, o ser humano parece que está perdendo as estribeiras. Vi algumas coisas que me chocaram, aliás está difícil não me chocar ultimamente.
Um viciado em crack que matou uma galinha que teria roubado sua pedra. Detalhe: era galinha animal mesmo... Outra joga a crinnça recém-nascida na lixeira porque não gostava do pai da menina. Padres pedófilos, pastores ladrões, governos corruptos, tráfico, drogas, armas, guerras... esta tudo aí. Sem contar que até nos locais onde o saber, a inteligencia, e o conhecimento deveriam ser o foco, vemos uma moça que se vestiu de forma mais ousada ser agredida verbalmente por animais enlouquecidos e punida por educadores da Idade Média.
Por essas e por milhaes de outras que o mundo não vai acabar em 2012, como prevê o filme que estréia nesse final de semana nos cinemas. O mundo está agonizando na UTI faz tempo, mas mesmo assim lutamos pra mantê-lo vivo com ajuda de aparelhos.

A ESTÉTICA DOS GAMES

Faz tempo que os jogos de vídeo game já não são simples aparatos para diversão. De simples não tem nada e para muitos é muito mais do que diversão, é trabalho, é dinheiro e é interligação.
A estética dos games foi o tema da aula da pós-graduação nesta quarta-feira. Eu sempre gostei de jogos, mas como um simples usuário, apenas para me diveritr. Mas o universo é muito maior e merece muita atenção e destaque.
Realidade é a palavra que reina, tudo tem que ser o mais próximo do real, do que nós vemos e sentimos no dia a dia. Os simuladores (que são games utilizados por empresas e governos para fins profissionais) são um grande exemplo. Jogos de guerra que servem para exercício de estratégia e posicionamento militar. São utilizados também para simular a entrada em diversos ambientes, para estudar a geografia do local e a melhor maneira de agir.
As coisas evoluem, há alguns anos, se não me engano foi em 2003, a FAAP trouxe uma exposição para o Brasil sobre Napoleão Bonaparte. Foi algo incrível e gravei uma grande reportagem por lá. Porque estou falando sobre essa exposição? Me lembrei que um dos destaques era uma mesa enorme, com um grande mapa detalhado de locais da Europa que seriam atacados pelo líder francês. Existiam centenas de bonequinhos de soldados, cavalos, armas e todos os aparatos bélicos de uma guerra naquela época. Um jogo, com objetivo semelhante aos games de guerra utilizados por governos atualmente. Apenas a tecnologia mudou.
Naquele tabuleiro de "WAR", Napoleão planejava suas estratégias de ataque. No jogo de tabuleiro que muitos tem em casa a situação é a mesma, mas o que está em jogo é a conquista "moral" do território do seu colega de jogo. Nos games, quando utilizados por diversão também. Mas o uso militar também existe, e neste caso o resultado é mais sangrento e doloroso.
A cada dia que passa a proximidade com a realidade espanta e consegue nos remeter a situações muito próximas do que podemos encontrar por aí. Pensem em simuladores de vôo, fórmula 1 e da vida simples e comum, como construir sua casa, criar animais e assim vai.
Estou falando disso para dizr que os games são muito importantes, uma industria que fatura mais do que Hollywood e fica atrás apenas da automobilística e bélica. A linguagem, a imagem a cara dos games estão cada vez mais sendo utilizadas por todas as mídias. pra encerrar esse texto vale destacar o trabalho do jornal Clarin, da Argentina. Clicando aqui você vai ser direcionado para um espaço da página do jornal na internet que realiza especiais multimídia sobre diversos temas, reparem na estética e como ela está intimamente ligada a estética dos games.
Muitos dizem que a vida é um jogo, a cada dia que passa ela vai ficando com a estética dos games!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

QUE SE FAÇA A LUZ

Caramba, a falta de luz hoje me fez lembrar do apagão ocorrido em 1999. Mas vou me ater aos fatos de hoje. Depois de um dia corrido e cansativo lá em Guarulhos, gravei, editei e ainda terminei um material para a RedeTv, cheguei em casa quase 10 da noite.
Foi questão de minutos, chegar em casa, tirar a roupa, colocar algo mais confortável e a luz começou a oscilar. Levei um susto porque uma vez pegou fogo aqui no prédio e a luz oscilou da mesma maneira. Em poucos segundos a escuridão.
Imediatamente sai na janela e percebi que a coisa era grave. Tudo escuro na região norte e oeste (é o que consigo visualizar da minha janela), mas o faro jornalistico já me dizia que eu teria que me vestir novamente.
Liguei para o Paulo Castilho, diretor dos Webs na RedeTv e ele estava em um restaurante comendo sushi. Lá também estava sem luz e então começaram as trocas frenéticas de informação. Fui para rua e gravei em um bar aqui próximo com uma turma que estava comemorando mesmo sem luz. Depois aproveitei para ir até uma universidade (aquela que está em pauta nos noticiarios) para gravar a saída dos alunos, mas já estava tudo vazio. Então, retornando para minha casa, quase fui sugado por um bueiro e torci meu tornozelo novamente (taqueosparila).
Esse "blecaute", que ainda continua em grande parte do Brasil, incluindo meu bairro, acho que fui sorteado porque só a minha rua tem luz até agora, foi de certa forma gostoso. É bom poder se desligar parcialmente do mundo, andando pelas ruas em busca de depoimentos acabei percebendo uma outra cidade, que sempre esteve aqui, mas que só pode ser vista no apagar completo das luzes.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

FERNANDA YOUNG PROVOCANTE

Estive no lançamento da Revista Playboy, que neste mês de novembro traz na capa a escritora, roteirista e apresentadora Fernanda Young.
Cheguei bem cedo por lá, ainda não tinha praticamente ninguem. A festa aconteceu em um bar bem gostoso na região central aqui de São Paulo, o Bar Salve Jorge. Eu já tinha visto esse bar e achei muito legal, voltarei lá para curtir e não trabalhar.
Logo de cara já fiz minha entrevista com ela para evitar a hora do tumulto. Ela falou coisas bem interessantes, como o rótulo que as pessoas resolvem colocar nela de pessoa que só quer causar polêmica.
Polêmicas a parte ela tocou na ferida e disse que a história da aluna que foi expulsa recentemente pela Uniban é algo que irrita Fernanda Young.
Ainda bem que fiz a entrevista antes, depois de alguns minutos a casa estava cheia e a fila para autografar a revista era interminável.
As fotos estão bonitas e a expectativa é de boas vendas, já que a Fernanda é um namoro antigo da Playboy e que agora está nas bancas para os leitores aprovarem ou não.

sábado, 7 de novembro de 2009

SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA - VIDEORREPORTAGEM

Neste final de semana fui gravar mais uma videorreportagem aqui para o Mural. Desta vez o lançamento do livro do jornalista Edney Silvestre.
Para quem não conheçe, Edney é um daqueles repórteres que nos fazem grudar diante da TV. Texto sempre muito trabalhado, locução grave e sempre trazendo grandes histórias. Foi ele, por exemplo, o primeiro jornalista brasileiro a chegar ao local do atentado ao World Trade Center em 11 de setembro pela Rede Globo. Foi correspondente em Nova York por mais de 10 anos.
O livro lançado hoje por ele é "Se eu fechar os olhos agora" pela editora Record. Uma investida do jornalista no mundo dos romances, mas este não é o primeiro livro escrito por ele.
Foi um enorme prazer conhece-lo lá na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, muito sorridente, simpático ele conversou com o Mural do Antena. Por lá passaram muitos jornalistas, atores, escritores e admiradores do trabalho de Edney.
Para esta vdeorreportagem conversei com as jornalistas Sandra Annenberg, Mariana Godoy e Mônica Waldvogel, com os atores Dan Stulbach e Elisa Lucinda; e com os escritores Maria Adelaide Amaral e Gabriel Chalita.
Mais uma vez Ana Paula Padrão foi muito simpática com o Mural do Antena, voltou a fazer elogios e é claro, me fez ganhar o dia novamente. Foi um grande prazer conhecer outra jornalista de quem eu sou admirador: Guta Nascimento. Há algum tempo nos já conversamos por esse mundão virtual, mas hoje foi a primeira vez que conversamos pessoalmente, foi bem interessante, é sempre muito bom conhecer e falar com pessoas inteligentes.
No mais, o clima, as entrevistas e um pouco do que aconteceu lá no lançamento você vê na videorreportagem.


MUSEU DO FUTEBOL E DA ARTE

Mais uma tarde de calor forte e um dia bonito em São Paulo e pelo que sei no restante do Brasil também. Resolvi algumas questões e então não consegui ficar trancado dentro de um ambiente. Há algum tempo meu irmão insiste em ir assistir um jogo de futebol, nunca foi em um estádio e me cobrava para que eu levasse ele.
Então peguei ele e fui até o estádio do Pacaembú comprar ingressos para o jogo deste domingo, Corinthians e Santo André vão se enfrentar nessa reta final do Campeonato Brasileiro. Confesso que me empolguei também porque faz muito tempo que não vou a um jogo.
Ingressos comprados resolvi fazer outra visita que estava me cobrando há alguns meses: o Museu do Futebol. Que surpresa agradável!!
Um lugar muito bem elaborado, moderno e cheio de surpresas, mesmo para aqueles que não são fanáticos pelo esporte. Muitas coisas me surpreenderam, o cenário, a tecnologia e o resgate dessa história que se funde com a história de milhões de pessoas nesse país.
São muitas coisas importantes para destacar, mas fiquei extremamente impressionado com uma parte, logo no principio da visita, onde o visitante fica debaixo das arquibancadas do estádio do Pacaembú, lá você se depara com um espaço arenoso, cheio de terra e concreto, uma obra inacabada, o porão é um cenário perfeito para ecoar o grito de todas as torcidas desse país. Uma edição de vídeo perfeita que te leva para dentro do universo das torcidas. Só estando lá para sentir toda a emoção transmitida pelo trabalho realizado nesse trecho da visitação.
Estou tentando gravar uma videorreportagem por lá e tentar trazer um pouco mais desse museu para o blog. Mas fica a dica para quem tiver condições de visitar, o Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembú e a entrada custa 6 reais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TUDO NOVO: NOVO ORKUT E NOVOS CAMARINS

Minha cabeça está dando um nó, tenho coisas pra escrever, compartilhar com vocês e não quero que os assuntos fiquem velhos.
Primeira coisa, tenho medo de mim... Quem convive comigo sabe o quanto as coisas acontecem de forma inusitada. Muitos amigos falam que eu tenho sorte, que a minha energia positiva e meu bom astral fazem com que o universo conspire a meu favor. Ontem eu percebi isso.
Então vamos por partes, não posso citar muitos detalhes do que o universo conspirou, mas aconteceram coisas interessantes. Conheci uma grande jornalista, repórter experiente, a Katia Azevedo. Recentemente ela estava na Rádio Cultura e passou por grandes veículos de comunicação impressa, encontrei com ela na RedeTV e a empatia foi grande logo de cara.
Ainda ontem caí de paraquedas em um super evento da emissora. A RedeTV teve uma idéia muito original e de grande estilo. Para quem não sabe a emissora vai inaugurar os novos estúdios na próxima semana, está quase tudo pronto (aliás a redação do jornalismo está sensacional). Pois bem, nesta quarta-feira a emissora fez uma pré-inauguração, foram abertos os camarins e salas VIP. Pode parecer algo comum, mas no caso da RedeTV não foi. Eles contrataram grandes profissionais da decoração: Brunete Fraccaroli, Bya Barros, Débora Aguiar, Fernando Piva, Francisco Cálio, Gigi Guzzo, Leo Shehtman, Oscar Mikail, Sergio Athie e Toninho Noronha.
O resultado não poderia ser diferente, todos os ambientes ganharam um ar intimista, aconchegante e cheio de glamour. Os apresentadores da emissora estavam deslumbrados com tanta beleza.
Isso foi ontem, cheguei tarde em casa, bati um grande papo com o amigo Paulo Castilho, lá da RedeTV também e hoje bem cedinho estava no Credicard Hall para a festa de 10 anos do programa da Ana Maria Braga. Pauta simples, imagens de alguns famosos e algumas declarações. Valeu a pena por ter revisto uma pessoa super bacana, competente que é a Bianca Coimbra, ela estava na Record (conheci a Bia na final do Aprendiz, ela me entrevistou para o portal da emissora) e agora ela está na Globo. Foi muito legal encontrar com ela. Encontrei também um colega de faculdade que trabalha na Globo há um bom tempo, o Marcelo Belo.
Depois de coisas novas e reencontros vou mudar de assunto, mas continuo na onda de coisas novas. Eis que recebi o convite para o Novo Orkut. Uma amiga virtual me prometeu e cumpriu com a promessa. Foi a queridissima Dayse (vale a pena seguir a moça no twitter) que é de bem longe daqui de São Paulo, ela é de Itabaiana no Sergipe. Mas no mundo das redes as distâncias não existem e por isso o mundo é um só e está bem aqui na nossa frente.
Bom, filosofia e agrados feitos não posso falar muito sobre o novo orkut. Visualmente tem algumas diferenças, tem mais funções e facilitou a vida em alguns sentidos. Não sei até quando o Google vai manter essa história de convite, vamos ver. Mas qualquer evolução de alguma ferramenta é válida, as coisas tem que evoluir e o orkut estava perdendo terreno frente a outras ferramentas. Agora vou fuçar mais, tentar me habituar ao novo formato e tentar usufruir da melhor maneira possível.
Quanta coisa em um texto só. Mas teve que ser assim pra não perder o calor (e haja calor) e a emoção do momento.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

SILÊNCIO, EU QUERO DORMIR

Não sou ranzinza e muito menos daquelas pessoas que se irritam facilmente. Aliás, sou um cara muito tranquilo, posso até estar nervoso por dentro, mas tento transparecer sempre calma e alegria aos que me cercam. Mas tem certo tipo de coisa que faz até o Dalai Lama gritar igual a Vera Verão.
Muito bem, em pleno feriado de Finados, nesta segunda-feira, vários carros da COMGÁS (Companhia de Gás de São Paulo) estacionaram na frente do prédio onde moro. Olha daqui, analisa de cá, coça a cabeça acolá e eis que começam a descaregar os equipamentos para a obra.
Pás, enxadas, britadeira, cones e muitos operários. Quando vi, logo imaginei que seria um reparo na rede, algo que até acontece com frequência e é resolvido em poucas horas. Pois muito bem, eis que começou o reparo em alguma coisa. Cava daqui, perfura de lá e mais coçadas de cabeça.
Então percebi que era algo sério e iria demorar. Anoiteceu e lá estavam eles com a britadeira trabalhando enlouquecidamente perfurando o asfalto, mais carros chegavam e inteditavam parte da rua e a cada vez que eu saia na janela percebia que a interdição ficava ainda maior.
A minha inocência fez crer que de madrugada as obras seriam encerradas e só começariam na manhã desta terça. Engano meu, da-lhe britadeira tinindo de alegria e fazendo aquele barulho infernal, ecoado ainda mais na madrugada silenciosa e quente.
Dormir pra que? O negócio é fazer barulho. Se não bastassem os carros, britadeiras e o gerador de energia barulhentos, ainda tive que aguentar os engenheiros e trabalhadores da obra conversando em tom elevado. Era "piriri" e mais conversa (piriri é o barulhinho chato do Nextel), a cada vez que tocava o aparelho de um operário eu saltava da cama achando que era o meu.
Fui vencido pelo cansaço e acabei dormindo (muito tarde) e acordei (muito cedo). Quando acordei pensei que uma outra obra estivesse sendo realizada na porta do meu prédio: mais uma estação do metrô, devido ao tamanho e profundidade do buraco aberto pelos colegas de madrugada.
Bom, imaginei que hoje poderia dormir com tranquilidade, mas adivinhem qual é a trilha sonora que estou ouvindo enquanto escrevo esse texto: tatatatatatabrrrurmrrnr tatatataata piripriri taatatatataa brurmmmrn.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA

Estava muito aflito recentemente porque há um bom tempo não pego um livro para ler. Sou um amante da leitura, mas a falta de tempo, a preguiça e até um certo cansaço mental estava me afastando das leituras.
Tenho um armário onde guardo os livros. Eu já tinha mais de 300 livros por lá e no início desse ano ainda recebi mais de 100 por causa de um tio que faleceu e tinha uma biblioteca na casa dele (escrevi sobre isso logo no começo desse blog, clique aqui para ler o texto).
Desses livros já li alguns, mas ainda faltam muitos, o que me dá um certo desespero ao olhar para aquele mundo de conhecimento e saber que ainda não me aproveitei dele. Quando abro o armário parece que escuto Guimarães, Machado, José, Shakespeare, Lígia, Clarisse entre muitos outros gritando e tentando chamar minha atenção, clamando para que eu pegue alguma daquelas obras e me delicie com os ensinamentos, histórias e cultura que elas oferecem.
Infelizmente eles vão ficar aguardando por mais alguns dias... Ganhei de presente os livros "Operação Cavalo de Tróia 2 e 3" do escritor J.J. Benítez.
Eu sei que tem gente que gosta, gente que não gosta, mas eu não sou tão enérgico e leio sim, li o primeiro e confesso que fiquei curioso com a sequência da história. Aliás eu li o primeiro há um bom tempo, em 2001 se não me engano.
Foi bom eu ter ganho esses dois livros, já me aguçou novamente a fome pela leitura e já estou devorando as páginas. Aos meus amigos escritores que estão trancados lá no armário do meu quarto fiquem tranquilos que a vez de vocês já está chegando.
PS. Sempre que abro aquele amrário me vem essa frase na cabeça (não sei se ouvi em algum lugar e nem de quem é): não li todos os livros que tenho e não tenho todos os livros que li.

domingo, 1 de novembro de 2009

ALTA VELOCIDADE

Não sou especialista em fórmula 1, apesar de acompanhar todas as temporadas desde que eu me entendo por gente. Não sei como começou essa paixão pelo esporte, lembro que meu pai assistia e torcia, mas como um brasileiro comum, mesmo ele sempre trabalhando com pneus e carros, chegou até a patrocinar corridas em Interlagos. Meu pai vibrava muito mais com a seleção brasielira do que com as corridas de automóvel.
Fiquei buscando aqui as imagens mais remotas da minha ligação com Fórmula 1 e lembrei da corrida de Mônaco em 1992 (eu tinha 10 anos). Foi uma batalha incrível nas últimas três voltas e Senna segurou o super carro da Willians de Nigel Mansell e venceu a prova. Lembro de tudo, estava numa cidade chamada Casa Branca no interior de São Paulo. Era um churrasco na casa de parentes do sócio do meu pai, tinha muita gente e o churrasco parou para acompanhar aquelas últimas voltas fantásticas.
Lembro de muito mais coisa do passado, algumas memórias bem frescas, outras só pequenos lampejos de imagens. Estou falando tudo isso pra falar sobre o fim de mais um campeonato de F1.
A emoção da época de Senna e dos carros nervosos, pistas perigosas, acidentes e muita disputa não existe mais, mas mesmo assim continuo acompanhando, mesmo depois dos anos chatos de Schumacher.
Esse ano foi até que legal, começou com uma equipe "nova" vencendo, pilotos veteranos mostrando suas habilidades, os mais novos se destacando também pistas novas e até corridas noturnas (como a de hoje em Abu-Dhabi e em Cingapura).
Sinto falta de algumas pistas legais e charmosas. Falta um pouco daquela coisa de garagem, de disputa e rivalidade entre pilotos. Mas mesmo assim foi uma temporada interessante.
Ano que vem promete... Sem abastecimento os pilotos vão sofrer com pneus e as estratégias vão ficar mais espalhadas. Também teremos mais carros, equipes novas e certamente mais disputas e movimento nas provas. Boa sorte para os brasileiros e que o espetáculo fique mais dentro da pista do que simplesmente nas construções nababescas dos autódromos do novo milênio.

O Mural está aqui

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