terça-feira, 2 de março de 2010

BANHEIRO FEMININO

Na aula da pós-graduação que tive ontem, muito foi discutido sobre a filosofia da tecnologia, comunicação, do digital e do analógico. Foi então, pensando sobre esses temas que me lembrei de algumas coisas interessantes e que são inerentes de nós humanos.
Falar é algo automático em nós, a fala é uma das formas que utilizamos para nos comunicarmos. Até ai tudo bem, não é novidade nenhuma, quando temos que nos comunicar por algum meio específico costumamos nos adequar a ele e ao local também. Ao telefone, pessoalmente, na fila, no metrô, em uma casa de shows e por ai vái, os exemplos são infinitos.
Mas existe um lugar onde as mulheres tem fascinação em se comunicar: o banheiro. Não é raro ouvir aquela história de que mulher gosta de ir ao banheiro junto com outra, vão em bandos para o espaço dedicado as mulheres. Lá elas costumam transformar o ambiente em uma verdadeira festa. Ai você me pergunta: como você sabe disso?
Volto para a aula de pós graduação. Há um bom tempo já havia reparado nisso, mas ontem foi muito curioso e divertido. O banheiro feminino do andar da pós-graduação fica colado ao banheiro masculino. Enquanto no espaço dos homens o silêncio é quase uma obrigação, do outro lado da parede uma verdadeira torre de Babel parece tomar conta do local.
A parede é muito fina ou elas falam alto mesmo, ainda não sei bem, mas a certeza que tenho é que por lá rola de tudo, melhor do que telenovela. Elas não estão nem aí, falam dos namorados, falam dos professores, da aula, dos trabalhos, das brigas com chefes, isso quando não falam ao telefone. Uma festa que tem até música. Foi o que aconteceu ontem, duas meninas conversavam sobre um filme e então uma delas resolveu colocar o celular para tocar a música do filme. Dava pra imaginar a cena do outro lado, elas cantarolavam a música e falavam sobre as cenas. Não sei qual filme é porque quando cheguei elas já tinham começado a conversa, mas tenho certeza que tem vampiro no meio.
Enquanto isso, no banheiro masculino, por maior que fosse o movimento o único barulho perceptível era da torneira. Apenas isso e mais nada, parece até uma regra oculta, daquelas que não estão escritas, mas que todo mundo segue, sem conversas e se possível todo mundo longe.
Usei o banheiro rapidamente e saí antes do desfecho da música, mas é interessante perceber como alguns espaços, mesmo os mais estranhos podem abrir o canal de comunicação entre as pessoas.

2 Comentários:

Fábio Diniz disse...

É, meu amigo: até mesmo em um banheiro, coisas mirabolantes e inusitadas ocorrem e aguçam nossa imaginação. Ainda mais qdo a parede se torna fina demais, nos dando a quase total audição do que ocorre do outro lado: já sei de histórias inclusive em que são feitas filas pra poder utilizar os sanitários !!
O assunto é deveras complexo mas realmente rende grandes teorias acerca do pq elas sempre vão acompanhadas, ou pq demoram tanto, etc ... etc ...
São realmente coisas do universo feminino que nós, homens, nem podemos cogitar !! rs*
Mais uma vez parabens por mais esse belo texto, meu amigo !!!
Muito sucesso pra ti !!
Forte abraço !!

Giovanna Gallafrio disse...

hahahahaha

Sensacional!

Olha...eu não posso trair minhas colegas e contar nossos segredos. Alem do que, como irei continuar rindo HORRORES com essas tentativas intermináveis de descobrirem o que fazemos no pipiroom ??


Parabéns pelo texto!

bjs

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