sábado, 22 de maio de 2010

A MORTE PEDE PASSAGEM

O assunto é um tanto quanto tétrico e mórbido, mas alguns assuntos, mesmo parecendo estranhos e incômodos devem ser abordados porque nesse mundo nem tudo são flores.
Essa semana terei novamente que fazer uma gravação da dissecação de um cadáver e realmente não é a coisa mais agradável do mundo. Trata-se de vídeos que estou fazendo para o curso de anatomia das Faculdades Integradas Torricelli. O trabalho é fácil, mas a visão não é agradável, mesmo porque estou fazendo tudo com uma super câmera em alta definição e os detalhes são extremamente nojentos.
Mas acho sempre interessante fazer esse trabalho porque me faz lembrar, toda vez que vejo aquele corpo retalhado na mesa, do quanto nós não somos nada e ao mesmo tempo a complexidade dessa máquina que é o nosso corpo e por isso devemos cuidar bem dele.
O assunto me fez lembrar de outras matérias e situações relacionadas a morte que já passei na minha carreira. Uma bem interessante foi na gravação da exposição Corpos Humanos em 2007. Muito interessante ver a nossa estrutura de uma forma natural e menos impactante. Foi uma bela reportagem. Uma boa notícia é que essa exposição está em cartaz novamente em São Paulo e vou fazer uma videorreportagem para o Mural do Antena lá.
Outro fato curioso e diferente que passei foi gravar uma reportagem sobre cemitérios. Fui até dois cemitérios bem diferentes. O primeiro foi o cemitério da Consolação que tem obras de arte, pessoas famosas e personagens da nossa história enterrados lá. O cemitério é tratado como atração turística e tem até guia com muitas histórias curiosas. Isso acontece muito fora do Brasil.
Já o outro cemitério onde fui gravar é completamente oposto ao da Consolação, fui até o cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina. Se na Consolação o clima era de museu, lá na Vila Formosa a morte rondava muito mais próxima e o clima não era nada agradável.
Foi uma reportagem bem difícil de conduzir, foi muito estranho gravar, mas o resultado final ficou interessante, lembro de ter recebido muitos elogios na época.
Que tema mais inoportuno para um sábado a noite...

3 Comentários:

Fatima Zanin disse...

Gostei muito de seu texto,realmente é dificil tratar com esse tema,ai percebemos como derepente é tão fácil tudo terminar que é a morte,por outro lado nos concietiza e nos deixa mais realista,não vou muito a cemitério,pois quando vou fico doente e nenhum médico acha nada,é estranho.

Rosana Madjarof disse...

Antenor,

Não é nada agradável ver ou fazer a dissecação de um cadáver, pois ainda tenho as fotos que minha filha tirou quando fazia medicina... É um horror, e vemos que não somos nada...

E entre a visitação aos cemitérios, você pegou dois opostos mesmo... rs Não dá nem para comparar o luxo do cemitério da Consolação com o lixo do cemitério da Vila Formosa, onde se anda tropeçando em ossos...

Bjs.

Rosana.

Dannyelle disse...

reaaaaaaaaalmente!!

Quem fez aulas de anatomia por quase um ano vê como somos matéria como qualquer outra coisa... Pele, ossos, órgãos, que sem sua função definida, apenas vira adubo numa terra qualquer.

E o cemitério da Vila Formosa. Passava todos os dias em frente e cheguei a entrar algumas vezes. Achei que durante o dia não era tão péssimo assim, mas muito vazio e muito triste sim.

Otimo post!
teh mais

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