segunda-feira, 31 de maio de 2010

PSICOLOGIA DO ANTENA

Acho que se eu não fosse jornalista talvez eu fosse psicólogo, e não por opção minha, mas sim dos outros. Perdi a conta de quantas vezes fiquei aconselhando, analisando situações e ajudando pessoas. Claro que nem sempre os exemplos dados por mim eu acabo colocando em prática na minha vida, mas acho que na vida dos outros tem dado efeito.
Obviamente não vou citar nomes de pessoas e nem as situações que elas passaram porque estaria cometendo uma infração grave da profissão que não exerço, mas posso aqui dizer que muitas vezes são coisas simples, que um olhar de fora pode ajudar a iluminar os caminhos e fazer com que as pessoas tomem uma decisão correta.
Gosto de ajudar e nunca fiquei entediado com as histórias, que muitas vezes são longas, das pessoas que conversam e pedem um conselho. Acho que mais do que resolver a questão as pessoas querem mesmo que alguém escute o que elas tem a dizer.
Sei que muito do que digo normalmente não é colocado em prática, que cada um acaba agindo da maneira que a sua própria razão e emoção dizem, mas as palavras ajudam a diminuir o sofrimento, a aflição, a ansiedade e muitos outros sentimentos envolvidos nos casos.
Parando para pensar um pouco mais a profissão de jornalista é um pouco assim, nós perguntamos, argumentamos, questionamos mas no fundo ouvimos muito mais e tentamos extrair de tudo algo relevante, importante e que tenha sua serventia. Quando escuto esses amigos, não só os que costumo conviver, mas os virtuais também, estou praticando a arte da entrevista, a arte da argumentação e principalmente da interpretação dos fatos.
Acho que devo passar alguma confiança para essas pessoas para que elas se abram comigo, contem histórias intimas, falem de seus problemas com tranqüilidade e ainda esperem uma palavra de ajuda.
Curioso isso, semana passada aconteceram várias situações dessas. Pessoalmente, por telefone e até pela internet fui solicitado. Acho que vou ter que desistir do livro de ficção que estou escrevendo e entrar no milionário ramo dos livros de auto-ajuda. A psicologia do Antena (nem de brincadeira).

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