quinta-feira, 3 de junho de 2010

SER HUMANO X TECNOLOGIA

O título original desse post seria "Ser humano vs caixa eletrônico", mas resolvi deixar a questão mais ampla porque no modo geral o problema é muito além dos caixas eletrônicos.
Uma grande maioria das pessoas ainda não tem computador, tem contato mínimo ou nenhum com tecnologias simples, comuns em nosso dia a dia. Certa vez li que muitas gente, mas muita gente mesmo não sabe utilizar aparelhos domésticos um pouco mais sofisticados como o microondas ou até mesmo as televisões mais modernas.
Isso é um problema sério porque novas tecnologias, aparelhos e invenções chegam como uma tempestade a cada dia que passa e muita gente ainda enfrenta problemas básicos com coisas aparentemente simples.
Não precisa ir longe. Você sabe utilizar todas as funções do seu celular? Sabe o que sua TV de LCD é capaz de fazer? E o computador, sabe do que ele é capaz ou fica só no uso da internet e dos editores de texto? Eu confesso que a cada dia que passa vou descobrindo novas aplicações e enxergando coisas que eu não fazia idéia que existiam, mas elas sempre estiveram ali.
Mesmo sabendo que também tenho dificuldades com algumas tecnologias mais avançadas, fico impaciente quando vou ao banco e vejo como as pessoas demoram e não conseguem fazer operação nos caixas eletrônicos. É sempre a mesma coisa, a pessoa olha, fica pensando, não sabe direito o que vai fazer e ai o caixa volta para a tela inicial. Você fica na fila, olha, coça a cabeça e nada da pessoa se acertar com a máquina...
Já passei muito nervoso esperando a pessoa da frente se decidir. Muitas você percebe que são enroladas mesmo, não sabem nem o que querem, mas a maioria não entende a máquina, não sabe como se portar diante do aparelho.
já usei esses caixas de todos os bancos praticamente e a maioria é bem simples mesmo, não tem segredo, está tudo mastigado, mas quem disse que as pessoas entendem. Os bancos precisam se modernizar, não podem ficar com velhas tecnologias, ao mesmo tempo as pessoas precisam evoluir, mas existe um degrau muito grande entre a nossa evolução diante da tecnologia e a evolução da tecnologia diante de nós.
Só para ilustrar, olha que legal esse.. esse... nem sei como posso chamar isso. Banquinho motorizado? Moto e acento? Sei lá, mas é legal...

8 Comentários:

Ana Beatriz Camargo disse...

Nossa, que vídeo é esse?! Realmente, o slogan da Honda não poderia ser outro - the power of your dreams.

Quanto a lerdeza de certas pessoas frente às novas tecnologias, sinto que surge um novo tipo de preconceito, bulling ou coisa do gênero. Preconceito dos nativos com os migrantes. Ai ai ai. (Rsrs)

Beijo, Antenildo!

Ana Beatriz Camargo disse...

Antenildo, Antenildo... Eu comecei a ler seu comentário com o coração na mão. Algo como "Pronto, eu sabia que estava ruim... Lá vem bronca!". Ha ha.

Ai, eu estou super merecedora dessa bronca, preciso admitir. Estou com vários textos prontos, só falta apertar o gatilho. (Rsrs)
Prometo que vou terminá-los.

Agora, quanto ao elogio, já sabe que eu fico super feliz quando leio o que você escreve p/ mim, né? Super mesmo! Que bom que gostou do texto.

Beijão e bom feriadão!

Anônimo disse...

Cortar cana também é bem simples...Será que você consegue???
Apesar do facão ser um objeto de tecnologia milenar, tenho certeza que várias pessoas que ficam impacientes em filas de banco perderiam os dedos ao tentar usa-lo.

Anônimo disse...

O que vc queria??

Que pessoas com 50, 60, 70 anos, que nunca tiveram um computador e nem vão ter porque não precisam dele, entrassem em cursos de informática só porque precisam usar o caixa eletrônico uma vez por mês?

Antenor Thomé disse...

O debate sem foi fundamental por aqui. Por isso aceito e acho pertinente os comentários acima...
Só acho que as pessoas, ou a mesma pessoa se fez os dois, poderia sair do anonimato, assim é muito mais interessante de debater...
Obrigado por expor o ponto de vista...

Anônimo disse...

"engraçado, acho uma coisa meio de rato quem vai ao blog te fazer uma crítica, mas não tem coragem de sair do anonimato..." por Antenor Thomé no twitter

Boa Tarde...

Meu nome é Paulo Amaro, sou engenheiro e tenho 41 anos de idade. Ao contrário de vc possa estar imaginando não pretendi me esconder atrás do anonimato que a internet proporciona. Apenas não vi nenhum mérito especial em me identificar para comentar que sua posição é preconceituosa, elitista e estreita. Apesar de utilizar um grande aparato tecnológico em meu dia a dia, eu reconheço que a industria cria falsos fantasmas de obsolecência apenas por interesses comerciais. Sendo mais claro, novas tecnologias não são necessáriamente melhores. São apenas novas. O tão conceituado I-Pad é um exemplo clássico. Tem a desvantagem de não ter trazido absolutamente nada de novo, apenas uma campanha de marketing "esperta", e se tornou sucesso de vendas. Da próxima vez que um aposentado, ou qualquer outro, te causar impaciência em uma fila de banco procure se lembrar de duas coisas: Primeiro, a sua capacidade de aprendizado também pode diminuir com a idade. Segundo, pode ser que você, do alto de sua sabedoria, não seja capaz de realizar tarefas que a pessoa a sua frente considera corriqueiras.

P.S. o lance do twitter foi absolutamente infantil!

Antenor Thomé disse...

Opa...
Olá Paulo Amaro.. Agora sim dá pra ter um dialogo inteligente e oportuno... Não foi infantil não o que escrevi no twitter, foi oportuno para que você voltasse aqui. Era exatamente isso que eu queria, porque não dá pra debater quando o outro lado não se expõe, imagino que você do alto da sua sabedoria não seja um troll.
Se você leu mesmo o texto com atenção pode ver que não há visão elitista (mesmo pq não faço parte da elite) e muito menos preconceituosa... Fico impaciente sim na fila de banco, mas não com idosos (citei idosos no texto?). Deixando de lado a questão idade, que não foi utilizada no texto, vamos nos ater ao que escrevi.
Eu me coloquei na parte daqueles que enfrentam problemas com a tecnologia também.. digo que ainda tenho problemas com o celular, computador e outras traquitanas que aparecem no nosso dia a dia...
Mas quando o assunto é tecnologia, e digo isso no final do texto, não podemos fechar os olhos pra tudo que vem por ai, pq seremos atropelados (aliás, já estamos sendo atropelados, basta ver a dificuldade de muitas pessoas em utilizar os caixas eletrônicos, ou o microondas, ou o celular..)
Mas eu respeito sua posição e agradeço por ter voltado e se identificado.. E concordo plenamente quando diz que a indústria cria coisas com uma roupagem nova mas com interesses comerciais sobre tais "novidades".
A questão da idade, apesar de não ter dito no texto, é algo interessante levantado por você, mas não é uma regra... Já vi muita senhora de idade fazendo tudo direitinho nas filas de banco, enquanto gente jovem fica lá sem saber como agir diante da máquina...
Volte mais vezes, por aqui o diálogo, o debate e todas as opiniões são bem vindas...
Um abraço

Camila Ferreira disse...

Olá Antena,

Fui motivada a escrever pela primeira vez aqui por causa dos comentários sobre o texto.
Já leio seu blog há algum tempo, mas essa é a primeira vez que me manifesto.
Não concordo com o Paulo, que comentou anteriormente, que seu texto seja preconceituoso. Quem nunca ficou irritado na fila do caixa eletrônico... Ou até mesmo no supermercado com os atendentes despreparados e que se enrolam nas caixas registradoras?
Concordo com ele quando fala da tecnologia enquanto produto e seu lado mercadológico.
Mas repito que não achei preconceituoso e elitista.
Achei legal sua atitude de não ter apagado os comentários.
Vamos debater.. isso é a essência do mundo livre e da internet.
Meu nome é Camila, sou advogada aqui em Curitiba.

Obs: Já votei no top blog...

Abraços..

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