quinta-feira, 30 de setembro de 2010

OVERDOSE DE ROÇA

Já disse aqui em outras ocasiões que não sou fã de reality show de confinamento. Mesmo assim em algumas situações assisto esses programas por diversos motivos, um deles é entender o que faz programas como Big Brother atingirem tanta audiência, faturamento e repercussão.
Na última terça-feira estreou "A Fazenda" na Rede Record e confesso que assisti meio por alto, já que cheguei tarde em casa e minha atenção ficou dividida entre o debate que acontecia na Globo. A emissora acertou nas mudanças estratégicas que realizou e fez a estreia do programa diante do debate que normalmente tem audiência mais baixa do que os programas da linha de show. A tática deu certo em quase todo o Brasil e aqui em São Paulo, por exemplo, liderou durante toda exibição com uma vantagem confortável para a Globo.
Acertou também na escolha do elenco, que certamente é mais polêmico e chama mais atenção de quem está fora. Aparentemente está com mais ritmo, edição mais ágil, imagem e áudio melhores, mas ainda sim com alguns problemas. Continuo achando que o Britto Júnior não combina nada com o estilo de programa, mas ainda sim mostrou evolução diante das outras edições e deu sorte de não chover mais em Itú (frase que não parava de repetir durante a estreia de primeira edição).
Hoje não vi mais nenhum trecho, minha cota acabou, agora ficarei sabendo de tudo por osmose, já que a mídia, em geral, vai se encarregar de me enfiar goela abaixo, mesmo sem eu querer, todos os detalhes dos confinados. Um exemplo, sei que Sérgio Mallandro ficou chateado com a Monique Evans, que a Geyse Arruda (corram para as montanhas) dançou até o chão e foi aplaudida e por ai vai. O tipo de informação que eu estou sedento para consumir todos os dias (olha a ironia)...
Não tinha site que eu abrisse que não tinha uma foto, sessão, manchete, que falasse sobre algo que estaria acontecendo na roça. O R7 eu entendo, já que é da emissora oficial e tem que fazer isso mesmo, assim como o G1 faz quando o Big Brother está no ar.
O que me deixou mais revoltado e essa não é a primeira vez que digo isso, é ligar na Record News, emissora que se propõe a levar uma programação inteiramente jornalistica, e ver a Mulher Melancia, Sérgio Mallandro e toda a galera falando, ao vivo, sobre quem será o eliminado, votado e tal...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

FALHA NOSSA - TV FAIL

Fazer TV ao vivo é assim mesmo, uma hora ela pega você de calças curtas e apronta aquela surpresa pra deixar todo mundo perdido.
Claro que todos os cuidados são tomados para que nada saia errado, para que nenhum imprevisto surja e jogue toda uma transmissão no lixo. Em alguns casos joga mesmo e vemos isso com certa frequência nos telejornais espalhados por ai. Um link posicionado no local errado, as condições climáticas e as vezes uma desatenção de alguém da equipe pode causar momentos constrangedores e até engraçados.
Quando esse erro acontece na Globo parece que toma proporções maiores, isso por causa da própria postura da emissora que sempre defendeu o seu alto padrão de qualidade. Mas e quando esse erro acontece na Globo e durante um debate, aí a coisa complica.
Em um telejornal, o erro pode ser reparado de várias maneiras, já no debate o formato é completamente engessado e pode gerar reclamações de candidatos. Os ajustes devem ser feitos rapidamente sem poder deixar de lado as regras do encontro. Por isso, quando um debate é realizado acontecem muitos ensaios, testes para que tudo esteja afinado.
Certamente isso aconteceu na Globo, mas o áudio foi, mesmo assim, o grande vilão. Durante uma pergunta do candidato Alckmin simplesmente o som sumiu, entrou um ruído e ficou aquela situação constrangedora durante alguns segundos. A coisa foi tão séria que a emissora tirou momentaneamente o programa do ar e entrou um intervalo comercial. Na volta o mediador Chico Pinheiro se desculpou pelo "pequeno" problema e continuou o debate.
Essa saia justa me fez lembrar de um debate que realizamos no Canal Universitário com os candidatos a prefeitura de Santo André. O mediador era o jornalista José Nello Marques e eu ficava dentro do auditório para entrevistar as personalidades e autoridades presentes durante o intervalo, ao vivo, já que não tínhamos anunciantes e era necessário as paradas para troca de bloco.
Em um desses intervalos, enquanto eu estava no ar, ao vivo, vi de canto de olho o apresentador passando pelas cadeiras da plateia, ele fez um sinal para que eu enrolasse o máximo que pudesse. Continuei ali falando, entrevistei uma pessoa e fiquei enrolando. Fui avisado no ponto que o Zé Nello tinha ido ao banheiro, na hora bateu um desespero mas consegui enrolar durante o tempo necessário, não sei quanto tempo durou, mas me pareceu uma eternidade. No final tudo deu certo. Assim é fazer TV ao vivo.
Abaixo segue um vídeo com algumas gafes do jornalismo nosso de cada dia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O VOO DE BALÃO

Muitas vezes escrever aqui para o blog até parece um voo de balão. Imprevisível e delicioso, calmo e perigoso ao mesmo tempo. Minha mente acelera quando sento na frente do notebook e me proponho a dividir com você uma infinidade de possibilidades.
Sair do chão nem sempre é fácil e depende de muitas variantes. No caso do balão tem que estar tudo checado por segurança, tem o tempo que influencia na subida e a quantidade certa de ar quente que vai fazer a gigante lona inflar e levantar a frágil cesta onde estamos. Com o texto é a mesma coisa, depende muito do nosso estado de espírito, do momento que estamos vivendo, do que acontece nos momentos que antecederam a sua ação de escrever. É um a hora importante porque se a ideia não está redonda, a pesquisa bem feita ou a inspiração tinindo o voo não será tão tranquilo.
Lá está o balão, pleno, suave e viajando conforme o vento. Sobe, desce, faz um rasante na paisagem e a transforma, dando um colorido único no momento em que ele está no céu. Assim é todo dia e com cada texto, cada um tem uma cor, um brilho, uma fraqueza que ajuda a compor o quebra cabeça diário que é esse blog.
No momento da descida mais apreensão, tudo tem que correr bem para que o pouso seja suave e que na lembrança de cada um que embarcou na viagem venham apenas as belas imagens e a sensação de liberdade da brisa que bate ao rosto. É nessa hora que vem o ponto final, a sensação de que mais uma vez o balão subiu, o texto foi postado e mais uma viagem, diante de tantas foi realizada com prazer e alegria.
Nunca voei de balão, um dia voarei, mas todos os dias faço a minha viagem imaginária que sempre resulta em um texto aqui no Mural.

domingo, 26 de setembro de 2010

NA PONTA DOS DEDOS

Continuando a série de e-mails empilhados com coisas que gostaria de postar, chegou a vez de colocar aqui as fotos do modelo SCL600 da Mercedes. Por fora nada de muito diferente, a inovação está do lado de dentro.
Eu sabia que algumas horas perdidas no vídeo game iriam me ensianar alguma coisa. Uma dessas coisas que vou conseguir fazer com facilidade será dirigir essa nova Mercedes. Se esse protótipo da montadora alemã vai chegar as ruas ou quando vai chegar é difícil de dizer, mas mostra como podem ser os carros do futuro.
Olhando para o painel do carro fica até difícil dizer o que faz cada coisa, mas é interessante imaginar qual é a função de cada um desses botões. Enquanto muita gente pode enfrentar dificuldades para se entender com a máquina, os mais jovens vão se sentir em casa dentro do modelo. É praticamente um jogo de Playstation, XBox e outros consoles de games.
Fiquei pensando em quantas coisas vão precisar mudar para que um carro desses possa circular pelas ruas. Em primeiro lugar a legislação, porque tecnicamente ninguem tem habilitação para esse tipo de direção, que é completamente diferente de qualquer coisa ensinada nas autoescolas (as que ensinam alguma coisa). Imaginem as aulas, você recebe um dvd com um "jogo" e treina em casa.
Mas mais do que qualquer mudança de legislação, o que vai precisar mudar mesmo é a cabeça do motorista. De qualquer forma o carro não deixa de ser uma obra de arte moderna da tecnologia e da industria automobilistica.



sábado, 25 de setembro de 2010

NA PONTA DO LÁPIS

Final de semana chuvoso, tempo feio e que não traz muita inspiração. Aproveitei para limpar minha caixa de e-mails, que até parece meu armário, cheio de coisas desnecessárias e e-mails que nem sempre lembramos porque deixamos lá.
Muitos desses e-mails são coisas que achava interessante e que de alguma forma poderia ser transformado em um texto aqui para o blog ou ideias para alguma reportagem. Coloquei alguns em prática e outros acabei de deletar.
Recebi um e-mail da minha amiga Carol Lenso, que por sinal fez aniversário essa semana, com umas fotos bem interessantes de um tipo de arte que não conhecia. Já vi muitas esculturas, e trabalhos com objetos pequenos, grãos de arroz, por exemplo, mas é a primeira vez que vejo alguém fazendo um trabalho tão interessante em pontas de lápis. Essa é a verdadeira arte no grafite.
No e-mail não continha nenhuma informação sobre o autor das minúsculas esculturas, mas em um dos lápis contém uma assinatura, data e local. Não sei se é do dono do lápis ou do dono da obra: Dalton, 12/05/87 - USA. De qualquer forma muito legal a arte dele...
A limpeza na caixa de e-mails continua, é bem provável uma outra postagem com mais alguma dessas curiosidades. Abaixo as fotos.





sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MEDO E ADRENALINA NO PARQUE

Sempre gostei muito de parques de diversão, desde pequeno era louco para ir nesses locais e me divertir nas diversas atrações oferecidas. Gosto tanto dos parques maiores e mais famosos quanto daqueles pequenos parques.
Os pequenos parques, apesar da evidente fragilidade e desgaste dos brinquedos, sempre fizeram parte das minhas lembranças mais remotas da infância. Gostava especialmente daqueles montados na praia, mais especificamente em Santos, onde minha família tinha um apartamento. Todas as férias a alegria era saber se havia algum parquinho instalado na cidade e então encher o saco do meu pai para que ele levasse tanto eu quanto meus amigos.
Aqui na cidade era sempre uma alegria quando a escola anunciava uma ida ao Playcenter. Era chegar correndo em casa com o papel da autorização para a mãe assinar e ficar esperando os dias passarem até a ida ao parque. O tempo passou e a animação com o Playcenter também, não que eu deixe de gostar do parque, mas a falta de brinquedos novos e também por estar sempre muito cheio me fez desistir de frequentar o lugar. Nos últimos anos fui muito pouco, uma das últimas vezes foi para fazer uma gravação no Noites do terror e acabei sendo trasformado em mostro, uma experiência legal e uma reportagem que ficou muito interessante.
O Playcenter ganhou um concorrente de peso em São Paulo, o Hopi Hari. Gosto muito de lá, mas por ser no interior acaba saindo sempre mais caro ir pra lá. Mas o parque é interessante, temático e com um clima diferente do já velho Playcenter.
Porque estou escrevendo sobre esses parques. Ontem, como foi noticiado pela imprensa, aconteceu um acidente em uma montanha russa. Muitas crianças estavam no brinquedo e 16 delas ficaram feridas, o que é muito preocupante porque nos faz pensar sobre segurança.
Claramente esses brinquedos são feitos para testar nossa coragem, fazer a nossa adrenalina subir justamente com aquela sensação de perigo eminente, apesar de sabermos que tudo ali é seguro. Bom, vimos que nem tanto e esse não é o primeiro acidente em parques assim. No mundo intero ocorrem acidentes em brinquedos do tipo, mas isso deixa um ar de preocupação.
A maioria dos brinquedos que estão por lá exitem desde a época que ia com a escola. O que se espera é que a manutenção seja intensa e cuidadosa porque é evidente que qualquer coisa, mesmo que sendo utilizada com todo o cuidado e reparos necessários, sofre uma fadiga e desgaste comum.
Ainda bem que nada de muito grava aconteceu com as pessoas que estavam no brinquedo e fica mais uma vez um alerta para que todos os cuidados sejam tomados para que o medo não ganhe espaço no lugar da diversão.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

BLOCKBUSTER E AS LOCADORAS DE VÍDEO

Li a notícia na Folha OnLine hoje pela manhã e achei interessante comentar sobre isso. "Blockbuster pede concordata" por causa de uma dívida de quase US$1 bilhão, é muita grana e reflete bem o movimento das pessoas e a força que o mundo online vem ganhando.
Há algum tempo tinha uma locadora de vídeos aqui perto da minha casa, era lá que normalmente costumava pegar os lançamentos ou então escolher aquele filme pra passar o final de semana chuvoso. Minha mãe era amiga dos donos e consequentemente fiquei também, então sempre conversavamos sobre esse mercado, que na época (entre 2000 e 2005) ainda era bem forte e movimentado. O DVD assumia o papel das fitas VHS e o aluguel de títulos era crescente.
Lembro que a locadora era sempre muito movimentada e a dona do local sempre dizia que nem a TV a Cabo atrapalhava o aluguel, já que até quem tinha esse tipo de TV costumava alugar os filmes. Mas ela já previa que a coisa poderia complicar, certa vez ela me contou que o maior medo era a pirataria e que outra mídia (mais barata e prática que o DVD) surgisse.
Aluguei meu último filme lá em 2008, foi quando ela me disse que a pequena locadora do bairro não aguentava mais a concorrência da internet e dos filmes facilmente encontrados em camelôs. O lugar ficava vazio a maior parte do tempo, os poucos que alugavam já não faziam mais com tanta frequência e meses depois ela fechou, o lugar deu espaço para um restaurante e eles continuam por lá, agora longe dos longas.
Curiosamente, na mesma época do fechamento dessa locadora, abriu uma outra aqui no bairro. Imediatamente pensei: "esses caras são loucos". Fui lá e me tornei sócio, mais por desencargo de consciência do que para alugar filmes. Eles estão lá e sempre que passo na frente só vejo o atendente sozinho assistindo séries e filmes (ele já deve ter visto quase tudo).
As pessoas mudaram, a tecnologia mudou e fazendo uma análise baseada apenas em observação sem nenhum carater metodológico, as pessoas que eram acostumadas a alugar filmes são as mesmas que hoje baixam na internet ou compram de baciada por ai...
Acho que sobraram pouquíssimas locadoras e a Blockbuser acaba de dar um sinal forte de que não vai ser fácil lutar contra essa "nova" forma de consumir filmes.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A SANTA PACIÊNCIA

Preciso urgentemente fazer uma prece para a Santa Paciência, protetora de nós que somos calmos, tranquilos e temos aquela paciência em vários tipos de situação. Hoje confesso, quase pequei. Por vários momentos me vi a beira de um ataque de nervos com o descaso, falta de profissionalismo e consideração de algumas pessoas e empresas.
Antes de sair para uma gravação o céu já estava preto aqui na capital paulista, sinal de muita chuva, trânsito e que não seria exagero rezar para a nossa padroeira. Em Guarulhos caiu tanto granizo que parecia uma dessas cidades canadenses (não, não parecia não). Por ser um fiel presente, a santa me livrou da chuva e consegui chegar na pauta sem me deparar com nenhuma gota. A proteção continuou até o final da matéria e então teria que enfrentar a outra parte da maratona.
Trânsito e metrô lotado. Não sei o que é pior, fui de carro até o metrô e um percurso que seria feito em 5 minutos de carro em dias normais, levou mais de 35. E o metrô? Nossa, estava aquela maravilha, gente pra todos os lados, um empurra, a outra grita, o casal que resolve brigar ao seu lado. Apertado feito sardinha lá fui eu para a pós, cheguei mega atrasado e fiquei boiando uns 10 minutos até me localizar. Mas depois correu tudo bem, a aula foi ótima e hoje a professora fez um exercício interessante onde nós deveríamos nos apresentar e sortear uma frase.
Não vou lembrar a frase que escolhi de cabeça, mas tinha muita relação com meu presente e coisas que culminaram neste espaço. Nesse momento a Santa Paciência fez o seu milagre e tirou toda a pressa e aflição que estava neste jornalista e me fez prestar muita atenção no que meus colegas falavam. Foram coisas ótimas, muitas experiências interessantes.
Me atendo ao meu universo mais próximo que é televisão e jornalismo, gostei muito do que a Larissa, uma colega e classe e também de televisão disse. Ela demonstrou sua inquietude quanto a essa prisão que anunciantes, audiência e resultado nos coloca. Gostei e isso certamente irá render um post futuro. Aliás tem um outro aspecto legal ai... mas não.. deixa pra lá Antena!!!
Viu só, se a Santa Paciência não tivesse intercedido por mim hoje, talvez eu nem tivesse ido para a aula e certamente não teria compartilhado de histórias tão interessantes.
Obs: Não teria uma personificação tão boa da Santa Paciência do que a por Grace Gianoukas (foto) do espetáculo Terça Insana. Minha Santa Paciência é exatamente assim, sempre me faz rir no final.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O JORNALISMO NO CINEMA

Na madrugada de domingo para segunda-feira fui dormir muito tarde porque me deparei com um filme que passava na TV e que acho bem interessante. Um filme que retrata um caso real de um jovem jornalista que inventava fontes, locais e em muitos casos a matéria toda em uma renomada revista americana.
O filme é o "O Preço de uma Verdade" (Shattered Glass - 2003), é uma produção simples mas que mostra um fato que pode parecer isolado, mas acontece bastante. Em época de eleição então é só prestar muita atenção em reportagens que surgem, algumas delas são verdadeiras obras de ficção, passando longe do bom jornalismo (mas esse é um outro assunto, vou me reter no cinema).
São muitos os exemplos de tentativas do cinema em retratar o cotidiano da profissão de jornalista. Muitas dessas tentativas são péssimas, baseadas em clichés e lugares comuns, mas outras são primorosas e interessantes. Vou citar alguns que me lembro e gostei de ver.
Pra começar um filme que é considerado um marco da história do cinema e sem dúvida um dos melhores já realizados, "Cidadão Kane" (Citizen Kane - 1941) conta a história de um magnata do jornalismo. Por tudo, desde a história até a sua linguagem, o filme merece ser visto.
Para quem gosta de fotografia e o universo do fotojornalismo "Blow-up: Depois daquele beijo" (Blow-up - 1966) é uma boa pedida. História envolvente, com toques de mistério e investigação.
Por falar em investigação, um dos meus preferidos é o "Todos os homens do presidente" (All the president's men - 1976). História real de dois jornalistas do Washington Post que investigaram o caso Watergate, responsável pela renuncia do presidente americano Richard Nixon. Uma história que mostra um pouco da relação do jornalista e sua fonte.
Já o filme "O quarto poder" (Mad City - 1997), mostra um lado interessante e perigoso da profissão. O nome mesmo já diz, ser um poder pode trazer a tona manipulações e um jogo de egos perigoso para o bem da informação.
Como toda informação é preciosa e poderosa, um outro longa chama atenção. "O Informante" (The Insider - 1999) mostra a história de um homem que trabalhou na industria do cigarro e depois resolve revelar todos os segredos.
A lista é grande e poderia ficar aqui citando mais alguns, mas acho que essa seleção que fiz é boa. Tem alguns filmes mais recentes, mas os antigos trazem, além de um retrato interessante da época, um pouco daquela visão nostálgica e romantica do jornalismo. Pra quem é estudante de jornalismo e comunicação ou simplesmente gosta de cinema acho que essa é uma boa dica.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

QUE CAMINHO SEGUIR?

Como seria minha vida hoje se por acaso tivesse escolhido uma outra profissão? E se eu não morasse onde moro? Se namorasse? Nossa vida é cheia de questionamentos e principalmente cheia de escolhas.
A maioria dessas escolhas são feitas diariamente por nós, outras são feitas por outras pessoas e que direta ou indiretamente nos afetam. Um efeito dominó constante e irreversível que vai nos levando para o amanhã.
A ideia é bem simples, quando acorda você tem duas opções, ou vai para o trabalho ou fica em casa, a partir da sua escolha um outro leque de opções se abre. Se você escolhe ir para o trabalho você pode ir de carro, de transporte público e assim vai. Cada escolha vai nos levar a um caminho e quando olhamos para trás é que percebemos a quantidade de opções que tínhamos.
Escolhemos muitas dessas opções de forma involuntária, quase que automaticamente, já que fazem parte do nosso cotidiano, da nossa rotina. Outras escolhas parecem mais importantes e demandam um estudo, uma análise da situação, já que aparentemente são as opções que vão realmente ditar o rumo do nosso futuro. Mas não se engane, todas as escolhas, das mais simples e rotineiras até as mais complexas tem um peso grande no que somos hoje e no que podemos nos tornar amanhã.
Não me arrependo das escolhas que fiz até hoje, mas olhando para trás talvez seguisse outros caminhos que possivelmente me colocariam em outro lugar no universo (não exatamente um lugar físico). Não dá para dizer se melhor ou pior, mas seria certamente um outro Antena, quem sabe nem o Antena eu seria e hoje não estaria aqui escrevendo neste Mural, caso optasse por um rumo completamente oposto.
Fico apreensivo pelas escolhas de outras pessoas que interferem na minha vida. Porque temos a sensação de controle, mas constantemente ele está na mão do outro. Recentemente a minha vida seguiu uma outra estrada por uma escolha de outra pessoa, na minha cabeça tinha um outro caminho traçado e muito bruscamente me vi em outra rota. Certamente não era uma via que estava pensando em tomar, mas já que nela estava tive que reavaliar minha rota e começar a fazer novas escolhas a partir de então, como um aparelho de gps quando você escolhe um outro caminho que não o sugerido por ele.
Hoje fiquei pensando no outro Antenor, aquele que teria seguido outros caminhos. Como será que ele está? Como que é a vida dele nesse universo paralelo imaginário? Meio maluco isso mas é até engraçado porque tudo não passa de suposições, mas fazendo um exercício de imaginação e tomando supostas atitudes o mais provável é que estaria com uma namorada, ganhando mais com meu trabalho, mas ainda sim estaria aqui, sentado na frente do computador, escrevendo sem nunca perder o bom humor e amando o que faço.
Agora tenho duas opções: posso publicar este texto e se fiz isso você está lendo e compartilhando dessa viagem maluca de alguém que gosta de escrever nas madrugadas ou então deixá-lo na lixeira e um dia pensar que minha vida poderia ter sido outra caso tivesse apertado o botão para postar.

sábado, 18 de setembro de 2010

A SENHORA TELEVISÃO

Hoje essa janela mágica para o mundo completa 60 anos. A já senhora televisão foi testemunha de muita história e também responsável por outras tantas. A relação do brasileiro com a televisão sempre foi muito íntima, cheia de amor e ódio, assim como nas novelas.
Eu sou um desses brasileiros que ama essa caixa de luz e sonho. Odeio também, como no caso do post anterior, mas sempre faço as pazes e me vejo diante dela. Um hábito que tem mudado bastante em 60 anos.
O computador tem disputado a atenção dessa senhora e em muitos casos conseguindo tirar um pouco da sua magnitude, mas mesmo assim ela ainda é soberana, imponente e centralizadora no meio da sala, no quarto e agora ganhando mobilidade nos celulares e outros aparelhos menores. A TV precisa se rejuvenescer e tecnologicamente tem caminhado para isso.
Mas não basta mudar tecnologicamente, é a visão que esta janela nos proporciona que precisa mudar um pouco, já que há nitidamente uma falta de criatividade de um modo geral. Apesar disso a nossa televisão sempre foi considerada uma das melhores do mundo e por isso mesmo que acho que temos como impor ainda mais nossa capacidade de criar e produzir grandes coisas.
Estamos em um momento de reflexão, um momento em que a concorrência de outras mídias está mais forte e nos alertando para que o conteúdo televisivo ganhe novos horizontes, converse mais com outras mídias (usar internet não é apenas passar vídeos engraçados do youtube) e aproveitar esse salto tecnológico para injetar novidades.
Estou dos dois lados, tanto aperto a televisão, produzindo para a web e pesquisando novas formas de produzir, quanto sou apertado pois trabalho há mais de 10 anos nesse mundo mágico e por isso me sinto responsável em pesquisar e pensar em novos horizontes para a nossa TV.
Parabéns a todos os profissionais, dos pioneiros aos recém chegados, das emissoras mais distantes e pequenas até as super potências televisivas. Todos estamos no mesmo barco, ou melhor, atrás da mesma janela.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

QUE NOJO

Olha, está até difícil de começar esse texto depois do que assisti. Ao trocar de canal dei de cara com o programa Hipertensão e ele faz jus ao nome, me deixou hipertenso. Mas não pelas provas de ação, de resistência, preparo físico, pelo contrário, me deixou tenso por causa do estômago.
Acho legal programas que testem o físico e a resistência das pessoas, que mostrem o preparo em provas de tirar o fôlego e tal, mas não consigo conceber na minha cabeça, que um programa que tem como objetivo mostrar esse lado de superação física de pessoas tenha como prova de eliminação um verdadeiro show de horrores gastronômico.
Claramente lembrei da primeira vez que algo nojento assim foi feito nos realitys, o "No Limite" e seu famoso olho de cabra deixou todo mundo com cara torcida quando um participante teve que comer tal iguaria e o tal olho estourou na boca e um líquido azulado escorreu.
Depois disso comer coisa nojenta virou uma obrigação na televisão. Programas de auditório, jornalistas aventureiros e qualquer reality tinha sempre um redator criativo que colocava tal prova para "testar" famosos e anônimos com comidas pra lá de exóticas.
A edição deste ano do programa já teve algumas provas finais nojentas, mas hoje acho que superou qualquer limite. Três participantes tinham que comer o mais rápido possível os alimentos deixados em potes fechados. Um deles comeu grilos vivos, o outro baratas, mas a última me deixou completamente arrepiado, a coitada (coitada não, se inscreveu pra isso) teve que comer filhotes de ratos.
Nem tenho palavras pra descrever o quanto isso é repugnante. O que mais me deixa preocupado é que assim como das outras vezes, quando acabar esse programa, vários outros vão no embalo correndo preparar suas iguarias para alavancar a audiência. Filhotes de ratos...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NOVIDADES NO TWITTER

Prometo que serei breve neste post, já que no último fui além das barreiras psicológicas impostas por mim mesmo e escrevi demais... Não que o assunto twitter e sua nova roupagem não mereça mais e mais linhas, mas não posso falar muito sobre mudanças que apenas vi no vídeo e ainda não usei.
As novidades foram anunciadas há alguns dias, mas como alguns assuntos pularam na frente venho com certo atraso falar sobre isso com você. Basicamente algumas coisas foram aprimoradas, o layout ficou mais prático e aparentemente todos vão ganhar em agilidade para acessar links, vídeos e fotos.
No aspecto mais profundo da coisa não sou a melhor pessoa para falar sobre isso, existem tantos detalhes que muitos deles passam e só serão percebidos com o uso. Aliás, fique tranquilo, você terá o novo twitter, com o tempo todo mundo vai poder usar.
Essas mudanças são m ais do que necessárias, além de melhorar a usabilidade, mudar um pouco o visual e dar sempre o sentido de novidade é fundamental para que as pessoas não parem de usar e procurem outros locais semelhantes. Vejo o Orkut que foi obrigado a se sacudir emesmo assim vem perdendo usuários.
Abaixo o vídeo que mostra algumas das mudanças, aliás, vídeo muito bem feito... Agora é aguardar e usar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

WEBJORNALISMO, TELEJORNALISMO E A VIDEORREPORTAGEM

Bom, esse é um tema muito profundo no qual eu gostaria de mergulhar, mas tenho medo de não ter ar suficiente para voltar a tona, portanto vou até onde o oxigênio e os equipamentos me permitirem. Como em um oceano, além de profundo é também muito vasto, portanto tenho que reduzir o universo do mergulho para um determinado ponto. Vou falar sobre a videorreportagem e como ela avança na web e na televisão.
Não cabe a mim, neste momento falar sobre toda a história da videorreportagem, que é longa, mas que fique entendido aqui que ela não é uma prática recente. Existem vários estudiosos que estão voltando suas atenções para esse jeito de produzir conteúdo, no caso aqui especificamente para o jornalismo, mas ele não se resume a isso apenas. A maioria desses estudiosos são profissionais que estão no olho do furacão, ou seja, videojornalistas que estão cunhando teorias para explicar o que fazem na prática. Posso citar vários entre eles o Paulo Castilho, a Carol Thomé entre tantos outros e onde humildemente me incluo, já que além de fazer, gosto muito de entender aquilo que faço, por isso estudo muito jornalismo, televisão e de um ano pra cá estou mergulhando na videorreportagem.
Ainda hoje muita gente torce o nariz quando falo que sou um videojornalista. É possível ler a mente da pessoa raciocinando: "hum... esse ai pega uma câmera e acha que pode fazer uma reportagem". Primeiro que é uma visão muito diminuta do que é uma videorreportagem, segundo, essa pessoa foi condicionada a pensar que uma reportagem para televisão só pode ser boa se tiver a participação de um produtor, de um repórter, de um cinegrafista, de um assistente, de um editor e ainda estar atrelado a alguma emissora para que o seu conteúdo tenha qualidade e credibilidade. Um tremendo engano e um pensamento que ainda é disseminado nas salas de aula das escolas de jornalismo.
Claro que a grande maioria do conteúdo que é feito hoje ainda segue a receita tradicional e certamente vai continuar assim. Mas sempre existe a outra forma, um trabalho que é mais autoral, mais íntimo e que não perde nada em qualidade quando é feito por bons profissionais. Há ainda certos preconceitos, que enxergamos nas externas diariamente, quanto ao trabalho de videorrepórter. Um preconceito do próprio meio, que vem com aquela história que vamos tomar o emprego desse ou daquele. Bobagem, quem é bom fica, quem é incompetente uma hora vai sair de um jeito ou de outro.
O que muita gente precisa entender que essa é MAIS uma forma, no sentido de somar, de agregar, de caminhar lado a lado para a produção do conteúdo audiovisual. Citei a Carol Thomé que faz belas matérias na Band, tem o Rodrigo Leitão por lá também, o Marcelo Guedes com ótimas reportagens, o Paulo Castilho e sua visão entusiasta, a Renata Falzoni e se eu ficar aqui citando não vou acabar o texto. O que eu quero dizer que todos eles produzem conteúdos sensacionais para os veículos para o qual trabalham. Existem dificuldades? Sim e são muitas, o bom senso é encontrar o caminho certo e as condições adequadas. Algumas matérias são ótimas para o exercício da videorreportagem, outros tipos são um pouco mais complicados. Ai está a questão de adequar a ferramenta ao tipo de conteúdo.
Onde entra o webjornalismo neste texto? Ele entra com o barateamento das ferramentas: computadores, câmeras, editores de vídeo; e com a falta da necessidade de ter o seu conteúdo atrelado a algum grande veículo de comunicação. Na web todos temos condições iguais e aqui podemos expor nosso trabalho sem depender de ninguém. Com isso o número de produtores de conteúdo, o número de videojornalistas tem crescido bastante e acho que a videorreportagem cabe como uma luva para a produção de vídeo na web.
Dito isso e vou ter que emergir para respirar, vou usar um exemplo muito interessante que aconteceu esta semana. Todos aqui conhecemos a jornalista Ana Paula Padrão, que por sinal deu uma entrevista muito interessante para este blogueiro no ano passado. A Ana sempre foi conhecida por suas grandes reportagens, matérias profundas e que sempre tiveram o aparato técnico já descrito anteriormente. Lembro que quando fui fazer a entrevista ela ficou bastante "empolgada" com o fato de que eu produzia o conteúdo sozinho e isso não aconteceu só com ela.
Em um momento de férias (essa é uma prova também de que jornalista não tira férias), a Ana se deparou com uma grande história e ela, assim como eu e outros colegas, somos contadores de histórias. No Zâmbia, sem a presença de um produtor, cinegrafista, apenas ela e a sua câmera foram suficientes para contar uma bela história. Jornalismo puro, feito exclusivamente por um profissional que encarna vários se precisar. Ela foi a produtora, a cinegrafista, a repórter e a editora quando voltou ao Brasil e finalizou sozinha o conteúdo.
Gostei do que o Paulo Castilho escreveu pra mim no Facebook: "Apertar o botão é fácil! O segredo da história está no cérebro de quem conta, na medida da sensibilidade que um videojornalista precisa ter".
Tenho certeza que se essa matéria da Ana entrasse em qualquer telejornal sem nenhum crédito ninguém diria que ela fez sozinha. Pedi para a Ana e abaixo você confere a videorreportagem feita por ela e que conta a história da Petronela. Espero que você Ana continue fazendo mais videorreportagens (tomei a liberdade de falar direto porque sei que ela espia este blog as vezes - momento metido de alguém que emergiu rápido demais para a superfície)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É BOM PARA O MORAL

Apesar do título desta postagem ser o mesmo da ilustre canção de poesia rara e melodia clássica da Rita Cadillac não vou escrever sobre tal momento único da nossa cultura popular, quem sabe um outro dia. Mas o título é perfeito para expressar como me senti hoje.
O que é bom para o nosso moral? O que nos faz ganhar forças, superar momentos, nos dedicar mais para o que fazemos? Cada um tem um ponto fraco, um calcanhar de Aquiles que ao ser atingido com uma flecha nos desestrutura completamente, ao mesmo tempo, esse mesmo ponto, se for enaltecido, fortificado pode ser a mola propulsora para um desempenho melhor.
Todo mundo gosta de ser elogiado, te ter o ego massageado de vez em quando (alguns sempre) e respirar com orgulho daquilo que somos, representamos, temos ou fazemos. Uma mãe fica completamente inflada de alegria quando alguém fala bem do seu filho, um professor fica lisongeado quando sua aula é muito requisitada, para um ator o aplauso no fim do espetáculo é o sinal de que o seu objetivo foi realizado com sucesso e por ai vai...
Como qualquer ser humano gosto de receber elogios, gosto de ver principalmente o meu trabalho sendo comentado positivamente. Lembro do primeiro elogio que recebi quando ainda era estagiário e tinha feito uma entrevista para um trabalho, as palavras ecoavam na minha cabeça como um alucinógeno, me deixaram anestesiado por alguns instantes. Depois fiquei assim com um comentário de uma telespectadora por e-mail sobre uma reportagem que fiz, fui pra casa com uma sensação ótima, parecia que tinha ganhado na Mega Sena.
Uma vez no metrô uma senhora me parou e perguntou se eu não tinha feito uma reportagem sobre ervas medicinais, e realmente fiz a tal matéria e ela ficou por alguns momentos falando sobre como aquilo fez com que ela procurasse mais informações sobre o assunto. Totalmente gratificante...
Recentemente o blog e as videorreportagens tem me servido como uma grande mola de ânimo. O contato das pessoas por aqui é muito gostoso, um ótimo termómetro se estamos fazendo um bom trabalho, se aquilo que você propõe está atingindo os objetivos.
Comecei a ser chamado para palestras, conversar com estudantes, contar minha experiência, transmitir meu conhecimento, mas acima de tudo receber uma energia tão positiva que me anima cada vez mais a fazer o meu trabalho. São cada vez mais frequentes estudantes entrarem em contato comigo querendo dicas, pedindo conselhos, querendo me entrevistar e seguindo alguns passos que dei, principalmente com as videorreportagens.
Fico muito contente também quando vejo profissionais que sempre admirei, aprendi observando, assistindo, lendo indicando um texto meu e falando sobre as videorreportagens que faço. Semana passada fiquei feliz com a indicação de algo que escrevi por um grande repórter e escritor, hoje o que me deu ânimo foi um simples comentário de uma super âncora do nosso telejornalismo.
É muito bom fazer o que a gente gosta. Tem coisas nessa vida que não tem preço e são ótimas para o moral...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PERIGOS DA 25 DE MARÇO

Em 2006 realizei uma grande reportagem sobre Pirataria para o Canal Universitário, foi um reportagem densa, onde ouvi inúmeras fontes, estive em vários locais, apresentei vários pontos de vista sobre o assunto.
Nesta reportagem acompanhei um flagrante da polícia na região central de São Paulo. Foram toneladas de produtos recolhidos e que seriam futuramente eliminados. Tinha de tudo lá, cigarros, sapatos, cds, mochilas, alimentos e até medicamentos.
É preciso ficar atento para as coisas que consumimos, pois podemos prejudicar a nossa saúde. Além de toda a implicação do crime envolvido, do contrabando e tudo mais.
Aqui em São Paulo existem vários lugares onde se vendem produtos de todos os tipos, desde os legais por preços convidativos até as cópias (na maioria dos casos de péssima qualidade) e também com preços pra lá de chamativos. O local mais famoso é a rua 25 de Março, onde os comerciantes orientais oferecem de tudo com grandes vantagens, mas que normalmente vão fazer você ficar com certo arrependimento depois. Falo isso com conhecimento de causa...
Claro, como disse antes, não é tudo que se vende na 25 de março que é ilegal, aliás, grande parte das lojas vendem ótimos produtos e não é a toa que milhares de pessoas se amontoam por lá diariamente. Mas vale sempre alertar para olhar bem o que você está comprando porque depois não adianta reclamar.
Imagine levar um fone de ouvido da Sonia e não da Sony para seu filho, ou então um vídeo game que pode não ser aquele que ele espera no Natal. Todo cuidado é pouco e os exemplos de como as cópias brincam com a nossa inteligência também aparecem aos montes. Abaixo você vê algumas delas.



Sabia que usar um tênis como esse pode prejudicar sua saúde? Eles são fabricados sem a menor preocupação com a qualidade e com a saúde de quem compra.



É sério, tem gente que nem percebe que o nome da marca é outro... Deve ter muita gente achando que está ostentando um boné da Adidas, mas na verdade está apoiando uma outra causa...



Para quem gosta de games certamente os comandos dos controles SQMY são muito mais eficientes do que os controles da SONY, seu Playstation ganha muito mais jogabilidade... sei...



Para o que serve a linha de produtos Roxana para homens? Melhor nem saber...

Justificar
Mas essa é a melhor. O boneco do policial robô dos filmes de ficção Robocop ganhou um novo nome e é vendido tranquilamente com sua identidade secreta Robert Cop. Seria um policial exibido?

sábado, 11 de setembro de 2010

O 11 DE SETEMBRO E A IMBECILIDADE HUMANA

Eu não ia escrever nada sobre esse dia que ficou marcado na história da humanidade justamente por uma imbecilidade cometida por ela própria. Mas estamos próximos de assistir outra imbecilidade por causa dessa mesma data.
Vamos começar com o cliché? Onde estávamos quando o ataque aconteceu. Eu me lembro muito bem e acho que todo mundo também. Tinha acabado de ser dispensado da aula de Realidade Sócio-Economica e Política Brasileira, aula que era brilhantemente ministrada pelo professor José Welmovick ou mais conhecido como Zezoca. Como eu já tinha feito o trabalho ele disse que eu poderia ir embora e foi o que fiz.
Ao chegar em casa a televisão estava ligada, mas minha mãe nem fazia ideia do que estava acontecendo, estava ocupada com a preparação do almoço e arrumando as coisas de casa. Olhei para a TV e vi a cena do primeiro prédio ainda em chamas e o segundo intacto.
Carlos Nascimento passava informações desencontradas no plantão da Globo, diga-se de passagem brilhantemente conduzido por ele e depois com a participação da Ana Paula Padrão. Não deu tempo nem de sentar e veio a imagem do segundo avião, ao vivo, se chocando contra a outra torre. Uma imagem que dificilmente vamos esquecer, mesmo porque a mídia nunca vai deixar, mas nem seria necessário, foi um "espetáculo" da ignorância impressionante.
Os prédios foram ao chão, pessoas foram ao chão, um país quase foi ao chão. Independente de todo o histórico americano de opressão economica e militar, os abusos históricos de poder, inocentes não podem pagar esse preço. Tanto de uma lado quanto de outro.
Entramos então em outra questão, a religião. Os terroristas se escondem atrás de um Deus que certamente não prega esse tipo de coisa. Eles se apropriam do livro sagrado islâmico para persuadir a população e recrutar para uma guerra absurda.
Nunca as relações estiveram calmas, sempre há aquela incerteza sobre o que pode acontecer, mesmo passados 9 anos. Mesmo assim, vem um outro imbecil tentar colocar fogo no pavio. O pastor evangélico americano Terry Jones ameaçou colocar fogo em cópias do Alcorão caso não desistam de construir uma mesquita próxima ao local onde estavam as torres do World Trade Center. Parece que ele desistiu de tal ato, mas mesmo assim foi suficiente para criar mais atritos, espero mesmo que esse cara desista de tal atitude, porque ele não colocaria só fogo no Alcorão, ele também estaria ateando fogo em uma barril de pólvora, que está doido para explodir.




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PÉROLAS DO ORKUT

Inclusão digital, muita gente tendo acesso aos computadores, as mídias sociais e ao compartilhamento de informações. Aliado a isso os equipamentos que antes eram artigos de luxo como máquinas fotográficas digitais de boa qualidade, filmadoras e tudo que possa registrar momentos intímos que deveriam ficar registrados apenas na memória de quem viveu, estão cada vez mais baratos. Por isso muita coisa bizarra passou a surgir por ai!!
Tem coisas criativas também, mas elas são minoria e fica difícil encontrar no meio de tanta coisa tosca e engraçada. Fica o alerta sempre, cuidado com o que você publica na internet, pode acabar virando exemplo como os que vem abaixo.



Imagine o quanto essas crianças amam seus pais...



Essa dos ovos eu já tinha viso em vários lugares, a da Coca-Cola é interessante, mas o povo que não tem o que fazer...


Esses dois foram mais criativos e resolveram brincar com perspectiva, já tá manjado mas pelo menos não estão passando vergonha.



Bom, pra encerrar essas últimas pérolas. Porvavelmente o pai deste garoto fantásiado de Fred Mercury Prateado estava na festinha dos adolescentes ao lado, que resolveram usar de coqueteleira para misturar o alcool em uma máquina de lavar roupas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FORA DE FOCO

É normal para quem escreve bastante, e tem sido meu caso ultimamente, não gostar de algo que esteja escrevendo ou então ficar preso em meio aos próprios argumentos, em um nó tão grande que o texto não vai para frente.
Foi assim com o primeiro texto que estava escrevendo para o blog hoje, comecei normalmente, baseado em uma coisa que já estava na minha cabeça há alguns dias, mas quando cheguei no terceiro parágrafo entrei em um buraco negro sem solução. O texto era até simples, sobre televisão, mas acabei entrando em um confronto de argumentos comigo mesmo. Fiquei por alguns bons momentos dialogando internamente e tentando ver qual ponto de vista interno era mais predominante. Não cheguei em nenhuma conclusão, por enquanto, mas não me dei por vencido e certamente vou escrever num futuro próximo sobre o que eu comecei a rascunhar.
Deixei de lado este texto e comecei outro, um pouco mais leve, sobre coisas que acontecem aqui na internet e no nosso dia a dia. Fui escrevendo, meio que no calor das ideias, mas ao ler o texto quase pronto vi que perdi completamente o foco.
Perder o foco é algo comum também, mas que não gosto. Em alguns casos é interessante o embaçamento da proposta inicial já que a cegueira momentânea pode nos levar em locais que provavelmente não estivessemos propícios a conhecer. Mas em outros casos irritam quem escreve e quem lê, já que pode ficar uma sensação no leitor de que foi enganado, ele esperava uma coisa e no final teve outra.
Acho que não perdi o foco ao falar sobre o foco. Agora vem um exercício comum de deixar os textos em um forno, o forno dos rascunhos. Vai ficar lá por um tempo e no momento adequado eu vou lá, tiro do forno e sirvo, só espero não tirar antes do tempo e servir cru ou pior, deixar queimar e ter que jogar no lixo.

O Mural está aqui

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