segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

BEBA COCA-COLA

Não sei se é um efeito de tanto calor que tem feito no sudeste, mas fica difícil pensar em um outro assunto que não seja o próprio calor. A metalinguagem do derretimento, o masoquismo literário das altas temperaturas. Só sei que neste momento é só nisso que consigo pensar: o calor...
Tanto na rua como dento de casa está insuportável, ventilador só consegue fazer o ar quente circular, ar condicionado não tenho em casa e sei que a maioria também não o tem. O que fazer para passar essa sensação horrível.
Mais de meia noite e a vontade que me dá e de ir para a piscina, praia, caixa d'água, tanque, banheira... Qualquer reservatório de água gelada seria uma opção a ser considerada nesse horário. O pior é imaginar essa segunda-feira com sol a pino e um monte de trabalho para realizar.
Mas o mundo não pode parar, a menos que ele literalmente derreta (como de fato está acontecendo). Segunda é dia de trabalho, dia de ir pra rua, de usar calças, de colocar camisa, de carregar mochila, de escrever textos, de pensar em roteiros, de marcar entrevistas...
Além de todo esse sofrimento, vem a publicidade e faz aquela tortura psicológica com suas bebidas estupidamente geladas, mulheres de biquini, praia, mar, diversão... E sinceramente, com o calor que está não adianta beber tudo isso, nada tem feito o calor passar.
Para encerrar o texto vou deixar aqui a poema concretista de Décio Pignatari, que sempre é utilizado nas aulas de literatura e língua portuguesa. Foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando pensei em escrever algo hoje...

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