quarta-feira, 9 de março de 2011

A INVISIBILIDADE DAS COISAS

Hoje aconteceu uma coisa curiosa e que me fez viajar completamente na maionese sobre o tema invisibilidade. A mesa onde fica meu computador é cheia de coisas, papeis, câmera, máquina fotográfica, cabos, relógio, pen drives, livros, carteira e o controle remoto da televisão, entre outras coisas. Não é bagunça, digamos que é uma organização não ortodoxa.
São coisas que utilizo com muita frequência e não dá nem tempo de guardar e outras que precisam estar a vista para que eu não esqueça delas (no caso as contas).
Voltando ao que aconteceu pela manhã, fiz meu "ritual" comum de ligar o computador, checar minhas coisas e quando fui ligar a televisão não encontrei o controle. Procurei, revirei a mesa, olhei debaixo da cama, no criado mudo, no armário, enfim, fiz uma varredura completa por lugares no meu quarto onde o controle poderia estar e nada.
Liguei a TV manualmente e continuei fazendo minhas coisas. Minutos depois queria trocar de canal e começou a busca novamente, fiquei até bravo achando que alguém tinha pego. Nada! Foi que num rompante ele surgiu bem na minha frente, na mesinha do computador, no lugar onde costuma estar sempre e eu literalmente não vi. O controle ficou invisível durante alguns minutos.
Depois que isso aconteceu me lembrei de outras ocasiões que coisas parecidas aconteceram e lembrei de uma conversa que tive com uma estudiosa da mente humana. Nosso cérebro é capaz de inúmeras coisas, entre elas ver apenas aquilo que ele quer.
Entramos então na esfera do ver e enxergar. Por algum motivo, a imagem do controle remoto foi apagada naquele instante ou camuflada por outras coisas. Talvez a vontade de achar me deixou cego justamente para ver. Sabe aquela história de parar de procurar por algo perdido que você acaba encontrando.
Fiquei pensando então na questão da invisibilidade, até fiz algumas pesquisas para ver o que há nesse aspecto. Encontrei um artigo de 2008 falando sobre pesquisas para criar uma capa capaz de reverter a direção da luz e deixar objetos tridimensionais invisíveis, bem ao estilo da capa do Harry Potter.
Já pensou que loucura se realmente pudéssemos nos camuflar e não sermos notados pelos olhos dos outros. Seriamos camaleões espalhados pelas ruas, trombando com o nada, desconfiando de qualquer barulho, andando feito o Chaves em busca do homem invisível... O mundo certamente iria virar uma bagunça.

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