quinta-feira, 5 de maio de 2011

A ARTE DA EDIÇÃO

Escrevi na semana passada dois posts falando sobre a produção jornalística de uma forma bem pessoal e como eu as encaro: "O Prazer de Produzir" e o "O Tesão da Reportagem". Ficaram faltando alguns textos dessa série sobre a profissão, tive que interromper porque assuntos mais importantes entraram em pauta. Hoje terei que encarar uma edição e foi o que me fez lembrar dela para escrever aqui.
Gosto de tecnologia, equipamentos, ver como o processo se dá para que o produto final fique pronto. Observar, entender e dominar toda a cadeia de produção se faz cada vez mais necessário, ainda mais hoje onde os avanços trouxeram todas as partes dessa cadeia para bem perto de nós.
Foi assim que comecei a entender a edição. Desde o Canal Universitário, onde trabalhávamos com uma equipe enxuta, ia para a ilha de edição acompanhar o trabalho do editor de vídeo. Eu mesmo acabava fazendo a edição de texto das minhas matérias em muitos casos e na ilha íamos dando forma para aquilo que estava bruto nas fitas e rabiscado no roteiro.
Nessa época a edição não-linear estava longe de chegar lá na nossa redação. Um dia ela chegou, o computador onde ficava o programa era quase que um ser estranho, mas era evidente que aquela pilha de equipamentos iria começar a encolher e ficaríamos reféns da tela do computador.
Tentei aprender, mas eu não era muito fã de colocar a mão na massa na hora de editar. Adorava escrever o roteiro, acompanhar, sugerir imagens, cortes, ideias, mas sentar e fazer eram outros quinhentos.
Os anos passaram, os computadores se baratearam, os camelôs vendem todos os softwares de edição bem baratinho e eis que se pode editar de forma profissional em casa, sem precisar de salas com muitos monitores, vários VTs, gerador de caracteres e mais uma pilha de cabos. A edição está logo ali, perto do Word, abaixo do Messenger, grudado na sua pasta de fotos digitais.
Um clique e todas as possibilidades estão diante de nós usuários de computador. Não precisa ser muito entendido para aprender o básico, mexendo um pouquinho, fuçando aqui e lá, você já fecha um vídeo bacaninha.
Mas editar vai além da técnica, você precisa ter um olhar cirúrgico, encontrar os problemas, achar formas criativas de lapidar o material bruto, que muitas vezes nem chega tão bom assim da rua, mas na hora de editar você consegue salvar muita coisa.
Acontece o contrário também, se faltar sensibilidade, se não tiver o tempo certo da matéria, você pode arruinar tudo. Por isso é um momento delicado, que merece muita concentração, calma e paciência.
Estou aprendendo a editar ainda. Confesso que muitas vezes fico empacado e falta um pouco de paciência, porém, quando vemos o resultado pronto sendo exibido, com coerência, boas imagens, áudio perfeito, trilha adequada e o toque de criatividade dá uma baita sensação de missão cumprida.
Atualização: O vídeo abaixo não fala exatamente da edição de material jornalístico, mas demostra muito bem o que é esse trabalho.


2 Comentários:

Cozinha pra 1 disse...

Aprendi a gostar a editar e posso dizer que agora adoooro fazer isso.
Com certeza, também sou uma refém do computador, hahaha.
Tenha um pouco mais de paciência com a edição, porque aí as coisas fluem melhor...
Beijos,
Fani.

Ronaldo Santos disse...

Estou gostando muito dessa série de posts. Muito bom! Parabéns!

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