sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MEU MICO MICO MEU

Quando eu era mais novo e bem mais tímido tinha a certeza de que eu carregava uma plaquinha no pescoço dizendo: pago mico.
No colégio, sempre que alguma coisa precisava ser demostrada, alguma cobaia tinha que ser utilizada lá era eu convocado de forma instantânea. Eu queria morrer, pensava porque eu era o escolhido quase sempre no meio daquele monte de alunos. Não adiantava me camuflar, disfarçar, sentar no fundo, era inevitável.
O tempo passou, a timidez diminuiu mas ainda continuo com um imã instalado que faz com que as pessoas me escolham em situações constrangedoras. Quando vou em alguma peça de teatro mais participativa já fico tenso porque sei que serei convocado para pagar mico. Quando tem shows ou outro tipo de eventos também já fico ligeiro. 
Uma vez estava em um restaurante árabe que em alguns momentos realizava um show de dança do ventre no meio do salão. Estava jantando tranquilamente quando ao levantar para ir ao banheiro fui abduzido por uma dançarina que carregava um facão gigante e começou a dançar comigo. Foi difícil me concentrar na beleza da dançarina com aquele restaurante todo parado me vendo pagar mico.
Mais recentemente na minha viagem a Maceió estava gravando uma apresentação de danças típicas nordestinas. No meio do show uma apresentação da nega maluca estava agradando todo mundo quando de repente ela veio em minha direção e pulou no meu colo. Tive que dançar no meio de centenas de pessoas. 
Esse último mico será inserido na videorreportagem que estou editando sobre a capital de Alagoas e que estará disponível em breve aqui no blog. Agora é esperar pelo próximo mico.

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