segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

NARIZ DE CERA

Muitas vezes quando precisamos contar alguma coisa e com medo da reação, ou com certa ansiedade para descobrir o que o outro vai entender, acabamos fazendo algo interessante. Antes mesmo de dizer o fato fazemos aquela introdução longa, cheia de detalhes, que muitas vezes nem tem uma ligação direta sobre o assunto em si. 
Uma rebuscada que as vezes é uma armadilha para que o outro acabe se perdendo no meio da sua introdução e acabe nem sentindo o efeito do que realmente você tem pra contar.
No jornalismo, quando fazemos uma introdução ao assunto, quando contamos uma história antes de contar o fato em si, chamamos de nariz de cera. Nariz de cera é fugir do esquema do LEAD e fazer um rocambole antes de dar a notícia. 
Muitas vezes é para enrolar mesmo, para ocupar o espaço que faltou, para preencher o branco que não pode existir no mundo das notícias constantes.  No impresso é assim, na web também.
Temos um nariz de cera ao contrário. Na web não é o espaço que não pode ficar em branco, é o tempo. Todo momento algo novo tem que surgir, nem que para isso você faça milhões de introduções, centenas de fragmentações. Uma notícia pode ser dividida em várias e postada de tempo em tempo. Uma entrevista em vídeo é subdividida em tópicos e por aí vai. 
Esse texto mesmo é um grande nariz de cera para falar sobre o nariz de cera. Fiquei perdido em meio a tantos assuntos que na hora de escrever não conseguia desenrolar, parava no nariz de cera. Se é para parar nele então vamos falar dele. 

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