sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

GRITO SILENCIOSO

O grito - Edvard Munch
Nessa volta mais contundente aos posts não poderia deixar de aparecer por aqui aqueles textos mais reflexivos, íntimos e "viajantes".

Aqueles textos que surgem sorrateiros, na sombra da madrugada, entram pela fresta da janela, passam pelo rodapé e quando menos se espera está tomando os pensamentos e fazendo os dedos digitarem freneticamente.

Apesar de chegarem pela sombra, não são pensamentos bons ou ruins, de cara já descartando esse dualismo. São reflexões sobre a vida, sobre os momentos que vamos vivendo, um retrato daquele instante. É bem isso, um frame do todo, um pause naquele minuto, o frame seguinte pode ser completamente diferente.

O que esse frame congelado trazido pela madrugada me revela? Um grito no vazio. Sabe aquela vontade de gritar as vezes? Não sei se você já teve isso, mas aquela coisa de sair na janela e dar um grito alto. 

Porém ao mesmo tempo do desejo do grito ruidoso há a vontade de que ele se abafe e não chegue aos ouvidos dos demais. Quase que um grito em silêncio...

Falei que a viagem ia começar. Gosto de textos assim. Gosto de misturar um pouco de ficção, de realidade, de utopias, distopias... Vou parar por aqui porque assim vou dar um nó em mim mesmo.
Nessas horas também o sinal da censura interna acende e evita que a gente escreva mais do que aquilo que deveria escrever. Essa outra parte fica guardada nos posts não publicados.

É o tal grito silencioso. 

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